Atualizada às 13h06
A Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou, nesta segunda-feira (28), uma operação de alcance internacional contra uma organização criminosa suspeita de planejar a execução dos delegados Charles Pessoa e Ayslan Magalhães.
Ao todo, dez investigados são alvos da operação, entre eles pessoas apontadas pelas investigações como integrantes da alta hierarquia do grupo criminoso. Segundo a SSP-PI, cerca de R$ 1 milhão teriam sido destinados ao planejamento dos atentados.
TV Antena 10
O dinheiro teria sido utilizado para viabilizar a contratação de executores de outro estado, além da disponibilização de armamentos, veículos e um imóvel usado como apoio para a ação. Em entrevista à TV Antena 10 e A10+, o delegado Ayslan Magalhães afirmou que a tentativa de ataque pode estar relacionada à atuação dele e de Charles Pessoa no combate às facções criminosas no litoral do Piauí.
“Não é uma situação confortável para qualquer profissional da segurança pública saber que estão tentando atentar contra a nossa vida. Com certeza isso foi decorrência da nossa atuação aqui no litoral”, afirmou.
Segundo Ayslan, desde 2023 as forças de segurança vêm realizando operações contra grupos criminosos na região. Ele citou uma ação realizada em dezembro de 2025, quando, segundo o delegado, ele e Charles participaram da desarticulação de um núcleo do Comando Vermelho, causando um prejuízo estimado em R$ 60 milhões às facções.
Para o delegado, as ameaças podem ter sido uma retaliação à operação. Apesar do risco, Ayslan afirmou que as ações contra organizações criminosas continuarão. Segundo ele, há operações em andamento para desarticular núcleos de facções em Parnaíba e em outras regiões do estado.
“Nós não iremos retroceder no combate às facções criminosas, muito pelo contrário. As ações continuam, as operações continuam”, afirmou.
Polícia diz já conhecer suspeito apontado como líder
Questionado sobre a identificação do responsável pelo planejamento dos ataques, Ayslan afirmou que a polícia já sabe quem seria o principal articulador da organização.
Segundo o delegado, trata-se de um integrante da família Amaral, apontada como conhecida das forças de segurança e com integrantes que já possuem mandados de prisão. Ele afirmou ainda que parte da família já está presa.
As investigações continuam para localizar os demais envolvidos e esclarecer a participação de cada um plano de execução dos delegados.