A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) divulgou mais detalhes sobre o assassinato de Ramon Araújo Rodrigues, de 36 anos, morto a facadas na madrugada desta terça-feira (09). O crime ocorreu na Praça Firmina Sobreira, localizada no bairro Matinha, zona Norte de Teresina.
De acordo com as investigações iniciais, pelo menos três pessoas participaram da ação criminosa. A vítima não possuía passagens pela polícia e o homicídio foi presenciado pela companheira de Ramon. Segundo a polícia, o casal vivia em situação de rua.
"Segundo uma testemunha, o casal estava lá no local, a vítima e uma mulher, quando três indivíduos se aproximaram de bicicleta. Dois deles se aproximaram mais ainda da vítima, um terceiro ficou um pouco distante e perguntaram por alguém. Logo em seguida, desferiram esses golpes de arma branca na vítima", disse o delegado Genival Vilela à TV Antena 10.
A investigação aponta que Ramon era metalúrgico, mas estava afastado da profissão havia alguns anos. Conforme a Polícia Civil, ele passou a viver em situação de rua em decorrência da dependência de entorpecentes. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que a vítima foi atingida por cerca de 15 perfurações de arma branca.
O delegado informou que a companheira de Ramon, que presenciou o crime, é considerada uma testemunha importante para o esclarecimento do caso e está sendo procurada pelos investigadores.
"Pelas informações que constam no relatório, ele vivia em situação de rua, usuário de crack, tinha a profissão de metalúrgico, mas estava desempregado atualmente. Convivia maritalmente com uma pessoa também em situação de rua. Inclusive, nós estamos atrás dela, que seria uma testemunha, para ver quais são as informações que ela tem sobre esse crime", explicou.
A motivação do homicídio ainda está sendo apurada pela Polícia Civil. Até o momento, nenhum suspeito foi preso e os investigadores trabalham para identificar os autores e esclarecer as circunstâncias do crime.
O delegado também informou que Ramon não possuía antecedentes criminais, embora tivesse registros de abordagens.
"Eu não encontrei nenhum processo criminal contra essa vítima, mas ela tem vários registros de ocorrência, cumprimento de diligência, abordagem policial. Pelo que eu pude entender, essa vítima foi abordada várias vezes naquela região central da cidade", finalizou o delegado Genival Vilela.