Delegado dá detalhes sobre operação que teve como alvo família de mototaxista no Piauí; movimentação de quase R$ 2 milhões e muito mais

Ainda segundo a investigação, a esposa do suspeito é beneficiária de programa social do governo; ação foi deflagrada nesta quarta (25)

O delegado Lucas Klinger detalhou, em entrevista à TV Antena 10, os desdobramentos da Operação Magna, deflagrada nesta quarta-feira (25), na cidade de Piripiri, no Norte do Piauí. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e de sequestro judicial de bens contra integrantes de uma mesma família investigada por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Civil, o principal suspeito se apresentava como mototaxista, mas ostentava um patrimônio considerado incompatível com a renda declarada. Durante a operação, quatro endereços ligados aos investigados foram sequestrados por determinação judicial. Ainda segundo a investigação, a esposa do suspeito é beneficiária de programa social do governo.


O delegado explicou que as apurações começaram em 2023, após a identificação de movimentações financeiras atípicas e evolução patrimonial acelerada em nome do investigado e de familiares.

"Iniciamos a investigação em 2023. Observamos o patrimônio incompatível com o que ele declarava. Ele declarava ser mototaxista, a esposa é beneficiária de programas sociais e no prazo de 2 anos ele, a esposa, a mãe e o pai movimentaram quase R$ 2 milhões. Ele transformava esses valores em bens, motocicletas, veículos, imóveis, eletrodomésticos de alto padrão, construindo casas", disse o delegado Lucas Klinger.

 

Operação Magna sequestrou quatro imóveis de família suspeita de tráfico e lavagem de dinheiro no Piauí
Divulgação

   

Segundo o delegado, o objetivo do sequestro judicial é garantir que os bens adquiridos com recursos de origem ilícita possam ser perdidos em favor do Estado ao fim do processo, caso as irregularidades sejam confirmadas pela Justiça.

"Nessa manhã demos cumprimento aos mandados, sequestramos 4 endereços ligados ao investigado e que agora vão ser encaminhados ao Poder Judiciário, que vai decidir sobre as próximas medidas. O sequestro é para garantir o perdimento desses bens e que ele pague pela injusta obtenção de valores", disse o delegado Lucas Klinger.

  

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