Uma mulher, que preferiu não se identificar, denunciou à TV Antena 10 e ao A10+ viver há quase dez anos sob ameaças e perseguições constantes em Teresina. Segundo a vítima, o suspeito seria um ex-colega de trabalho identificado como Josivan, que desde 2016 passou a intimidá-la dentro e fora do ambiente profissional. Ela afirma já ter registrado 22 boletins de ocorrência e diversos inquéritos, mas diz se sentir desamparada diante da falta de uma solução definitiva para o caso.
De acordo com o relato, as primeiras ameaças começaram ainda dentro da empresa onde ambos trabalhavam. “Ele começou a chutar cadeira, porta, quando eu passava. Depois falou que queria me matar dentro da empresa”, contou. Após os episódios, o homem foi demitido em 2017, mas, segundo ela, as perseguições se intensificaram.
TV Antena 10
A vítima afirma que o suspeito passou a seguir os trajetos que ela fazia diariamente entre casa e trabalho. “Ele ficava com pau e faca atrás de mim aqui no Parque Piauí. Como trabalhou comigo, sabe todo o percurso que eu faço”, relatou.
Ainda segundo a mulher, o homem teria descoberto o endereço dela e passado a frequentar as proximidades da residência. Ela afirma que a casa já foi apedrejada diversas vezes e que possui fotos e vídeos das ações. Além disso, denuncia que o suspeito cria perfis falsos nas redes sociais para entrar em contato com familiares dela.
Abalada emocionalmente, a vítima disse que teme pela própria vida e pela segurança da família. “A única coisa que eu quero é que ele me deixe em paz, deixe minha casa, minha vida e minha família”, desabafou.
Ela também relatou que chegou a conseguir medida protetiva, mas a decisão teria sido revogada porque não havia relação amorosa entre os dois. “Eu nunca tive envolvimento com ele, mas quero viver em paz”, afirmou.
A mulher conta ainda que o caso tem afetado diretamente a saúde mental dela e dos familiares. Segundo o relato, o pai dela, que tinha problemas cardíacos e faleceu recentemente, chegou a passar mal durante um dos ataques à residência, ocorrido de madrugada.
Na última quarta-feira 06), a vítima afirmou ter vivido mais um episódio de desespero. “Eu gritava por socorro e ninguém me ajudava. Tomei remédio para dormir porque meus nervos estão abalados”, disse.
Ela esteve na Casa da Mulher Brasileira, onde recebeu atendimento psicológico e registrou mais um boletim de ocorrência. Agora, espera que a Justiça tome providências para interromper as perseguições.