A Polícia Civil do Piauí, por meio do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (DENARC), cumpriu, na manhã desta segunda-feira (29), um mandado de prisão preventiva contra um homem investigado por um homicídio ocorrido em dezembro de 2025, em Teresina.
Segundo o delegado Breno Holanda, o criminoso, identificado como Salomão Fernandes, é considerado de alta periculosidade e possui uma extensa ficha criminal, com passagens por homicídio, roubo à mão armada e crimes praticados no contexto de violência doméstica.
De acordo com a polícia, após receber informações de que o investigado estava escondido no Residencial Nova Teresina, no bairro Aroeiras, equipes do DENARC realizaram diligências e conseguiram localizá-lo, dando cumprimento ao mandado expedido pela Justiça do Piauí.
Ainda conforme o delegado, mesmo foragido, o suspeito continuava intimidando familiares da vítima do homicídio investigado. As ameaças teriam sido tão frequentes que os parentes precisaram deixar a região da Santa Maria da Codipi por medo de represálias.
"As vítimas estavam sendo constantemente ameaçadas e aterrorizadas. Diante disso, representamos pelas medidas cautelares cabíveis e conseguimos efetuar a prisão", afirmou Breno Holanda.
Crime teria ligação com disputa entre facções
As investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam que o assassinato de Jean, registrado em dezembro de 2025, foi motivado por uma disputa entre organizações criminosas.
Segundo a Polícia Civil, o preso é apontado como integrante e "disciplina" do Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto a vítima teria ligação com o Bonde dos 40.
As investigações indicam que integrantes do PCC exigiam que Jean entregasse um membro da facção rival. Como ele teria se recusado, deixou o estado por um período. Ao retornar ao Piauí, em dezembro do ano passado, foi atraído para uma emboscada em uma área de matagal, onde acabou sendo assassinado.
A polícia acredita que o homicídio tenha sido motivado pelo chamado "tribunal do crime", prática utilizada por organizações criminosas para executar pessoas consideradas desafetas ou que descumprem determinações da facção.
O suspeito permanece à disposição da Justiça e responderá ao processo pelo homicídio investigado.