Atualizada às 15h19
Um homem identificado como “Gago do PCC”, suspeito de comandar um ponto de comercialização de drogas conhecido como “Boca do Gago”, foi preso pela Polícia Civil do Piauí (PCPI) nesta quinta-feira (22) no bairro Alto da Ressurreição, na zona Sudeste de Teresina. O local, segundo as investigações, também era utilizado como esconderijo para foragidos da Justiça e integrantes de facção criminosa.
A prisão é resultado de um trabalho investigativo que durou cerca de um mês, iniciado após denúncias anônimas que apontavam um grande fluxo de pessoas na residência, indicando intensa atividade criminosa. Durante o cumprimento da ação policial, apenas o suspeito foi localizado no imóvel.
A delegada Amanda Bezerra, responsável pelo caso, explicou à TV Antena 10 que o investigado já é reincidente na prática de crimes e foi preso novamente em flagrante, desta vez com drogas e outros materiais ilícitos.
"São autores de crimes que estão há anos praticando os mesmos fatos e continuam em liberdade. Ele foi preso hoje novamente em flagrante, em posse de drogas, muitos cartões magnéticos e confessou que muitos deles eram deixados como garantia na venda de entorpecente. Também era um local que a gente tinha muita compra de produtos oriundos de roubo e furto. Lá também ficavam faccionados da região, ele tava de guarita para eles, para não serem localizados", disse a delegada Amanda Bezerra.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, o imóvel funcionava como uma base de apoio para atividades criminosas na região, contribuindo para o aumento da violência no entorno. A delegada destacou que, além do tráfico, o local já havia sido cenário de conflitos entre facções rivais.
"Foram apreendidas drogas, balanças de precisão, apetrechos para a traficância. Lá recentemente houve disparos, briga entre facções, e pessoas como essas acabam colocando em risco pessoas inocentes que moram nas redondezas", disse a delegada Amanda Bezerra.
O suspeito foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos.