Envolvido no sequestro e morte da ex-companheira é condenado a 25 anos de prisão; corpo foi encontrado em cova rasa em Timon

A investigação identificou uma trama orquestrada que envolvia o ex-companheiro, familiares e um executor contratado

Francisco Nelson Cardoso de Castro foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Timon a 25 anos de prisão por sequestrar e matar a ex-companheira, Mauricélia Rodrigues de Lima. A vítima trabalhava como diarista e desapareceu no dia 23 de agosto de 2024. O corpo foi encontrado 15 dias depois numa cova rasa em uma área de difícil acesso no Povoado Gameleira, zona rural de Timon. 

Na época, a vítima havia desaparecido após ter discutido e sido ameaçada pelo ex-companheiro. Em entrevista ao A10+, a irmã, Veridiana Lima, relatou que no dia 21 de agosto de 2024, Mauricelia saiu da casa do companheiro após discussões e foi para a casa da mãe. Ela detalhou ainda que após o desaparecimento irmãs dele teriam invadido a casa habitada pelo casal e roubado os pertences de Mauricelia, conta Veridiana. 

  

Suspeito de envolvimento na morte de diarista é preso pela polícia; corpo da vítima foi achado em Timon
Reprodução

   

Francisco chegou a enviar um vídeo à TV Antena 10 negando participação no crime. Ele ficou foragido por 18 dias antes de ser preso no dia 09 de setembro, alegando que a  família o acusava sem provas e decidiu se afastar pois estava ‘se sentindo acuado’ com supostas ameaças. 

De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa de Timon a investigação identificou uma trama orquestrada que envolvia o ex-companheiro, familiares e um executor contratado. 

Menor foi contratado para o crime 

As investigações do DHPP de Timon o enteado da vítima teve participação e um adolescente foi contratado para ser o executor. Maria de Jesus, mãe da diarista, explica que a filha menor do casal, de apenas 3 anos de idade, teria sido levada ao local onde ela foi sequestrada e a visto amarrada.

Em depoimento, o adolescente de 15 anos confessou a autoria do crime. Em entrevista à TV Antena 10, a delegada Nayana Muller, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon, explicou que o menor já respondia por outros procedimentos criminais oriundos de atos infracionais análogos a roubos. A investigação sabia do envolvimento dele no crime, mas não qual era a participação. Ele confessou que a matou com uma calça bala e a facadas.