Imagine passar mais de um ano internado em um hospital, longe de casa, da rotina e da família. Essa é a realidade de Carlos Alberto Feitosa Araújo, o Carlinhos, de 31 anos, natural de São Francisco do Piauí. Diagnosticado com doença de Crohn em estágio avançado, ele enfrenta uma longa batalha pela vida enquanto aguarda um transplante de intestino, considerado hoje sua principal esperança de recuperação.
Tudo começou em 2007, quando Carlinhos sentiu fortes dores abdominais e episódios intensos de vômito. Morador de uma pequena cidade do interior do Piauí, ele foi encaminhado para atendimento em Floriano, onde passou por uma cirurgia inicialmente tratada como apendicite.
“Daí pra cá eu nunca mais tive saúde. Não podia pegar peso, não podia pegar quentura. Até frutas, que deveriam fazer bem, me faziam correr para o hospital”, relembra em entrevista ao Cidade Alerta Piauí.
Após sucessivas complicações, veio o diagnóstico definitivo: doença de Crohn, uma enfermidade autoimune crônica que provoca inflamações severas no sistema digestivo e pode atingir desde a boca até o intestino.
Segundo os médicos, o quadro de Carlinhos já chegou ao hospital em situação extremamente grave, com perfurações intestinais, infecções e múltiplas fístulas. Desde então, ele já passou por 24 cirurgias e perdeu grande parte do intestino. Hoje, restam apenas 15 centímetros de intestino funcional.
“Ele apresenta uma síndrome do intestino curto, uma condição incompatível com a vida sem suporte nutricional”, explica a equipe médica responsável pelo tratamento no Hospital Universitário da UFPI, em Teresina.
Atualmente, Carlinhos depende de nutrição parenteral, alimentação intravenosa, para sobreviver. O tratamento contínuo busca controlar infecções, estabilizar a doença e manter o paciente apto para uma possível transferência a centros especializados em transplante multivisceral, em São Paulo.
Mesmo diante da rotina difícil dentro do hospital, Carlinhos tenta manter a esperança e encontrar forças para seguir. “Eu tenho obrigação de viver. Quero voltar para o braço da minha filha, da minha esposa e da minha família”, desabafa.
Pai de uma menina de seis anos, ele conta que o período longe de casa é uma das partes mais dolorosas da luta contra a doença. Para enfrentar os dias no hospital e também ajudar nas despesas, Carlinhos encontrou no artesanato uma forma de ocupar o tempo e garantir alguma renda. Do leito hospitalar, ele produz chaveiros, suportes térmicos, jarros decorativos e outros itens artesanais.
“Isso me ajuda muito. Passa o tempo e também ajuda financeiramente. Tenho gastos com passagem para minha mãe e minha esposa virem me visitar, além dos medicamentos e materiais de higiene”, relata.
A família agora faz um apelo por ajuda para conseguir acompanhamento médico especializado em São Paulo e acelerar a possibilidade do transplante. “Se ele está vivo é porque Deus está agindo. Mas precisamos muito dessa transferência para que ele tenha uma nova chance”, disse a mãe emocionada.
Apesar das dificuldades, Carlinhos segue determinado. “Enquanto eu estiver respirando, eu não vou me entregar. Quero viver novamente”, afirma.
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Carlos Alberto Feitosa Araújo
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