Um homem de 34 anos foi indiciado nesta quarta-feira (15), no Piauí, pelos crimes de extorsão e lavagem de dinheiro relacionados à prática de sextorsão. O suspeito, que é deficiente físico, já havia sido preso em março deste ano durante o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.
A10+ explica: a sextorsão é um tipo de crime em que o agressor utiliza imagens ou vídeos íntimos da vítima, ou ameaça obtê-los, para forçá-la a realizar pagamentos ou outros atos contra a própria vontade.
Na época do caso, a vítima procurou a polícia em estado de desespero, relatando ameaças e chantagens após o envio de fotos íntimas. De acordo com o delegado Humberto Mácula, a vítima acreditava estar conversando com um possível pretendente, mas acabou sendo enganada por um perfil falso criado pelo investigado. Após o envio das imagens, ela passou a ser ameaçada e pressionada financeiramente.
"A vítima chegou apavorada aqui, falando que tinha enviado fotos íntimas para um suposto pretendente e, no momento em que enviou, começou a receber ameaças de que seriam divulgadas. Sofreu ameaças de que poderia ser agredida fisicamente. A investigação levou até essa pessoa, que era conhecida dela, mas ela não imaginava. Ele criou um perfil falso e se colocou como criminoso, solicitando, ameaçando e exigindo esses valores. Nossa recomendação da polícia é que nunca compartilhe fotos íntimas com qualquer tipo de pessoa, mesmo se você conhece. Você não sabe o que será feito com essas imagens", disse o delegado Humberto Mácola à TV Antena 10.
Ainda segundo o delegado, a vítima chegou a realizar transferências ao suspeito antes de perceber a gravidade da situação e procurar ajuda policial. As investigações também apontaram a participação de um segundo envolvido no esquema.
"Ela ainda chegou a depositar alguns valores, mas, quando percebeu a gravidade do caso, procurou a Polícia Civil. Ele estava agindo com outra pessoa, que também foi presa. É uma pessoa já com antecedentes, e ele fornecia sua conta bancária para o recebimento desses valores que a vítima transferia", disse o delegado.
Conforme a Polícia Civil, os envolvidos atuavam de forma recorrente na prática criminosa, indicando que o esquema pode ter feito outras vítimas. Os dois estão presos e à disposição da Justiça.