Uma idosa de 62 anos teve a casa completamente saqueada no bairro Parque Universitário, na zona Leste de Teresina, enquanto estava em Esperantina cuidando da mãe, que havia sofrido um AVC. Ao retornar para casa, ela encontrou o imóvel praticamente destruído e sem os principais objetos que havia adquirido ao longo dos anos.
Segundo a vítima, os criminosos levaram geladeiras, dois fogões, cama, louças, liquidificador, cadeiras, churrasqueira e até a fiação elétrica da residência. O material utilizado no trabalho como vendedora de espetinhos também foi levado.
A mulher contou à TV Antena 10 e A10+ que soube da invasão depois que uma pessoa passou pelo local e percebeu que as portas estavam abertas. Ao chegar, encontrou a casa em situação de abandono e afirmou estar em estado de choque com o prejuízo.
Além dos objetos furtados, a estrutura do imóvel também foi danificada. O contador de água e luz e outros equipamentos foram destruídos durante a invasão.
O caso foi registrado na Polícia Civil, que iniciou as investigações. De acordo com a autoridade policial responsável pelo caso, a residência não possui câmeras de segurança, o que dificulta a identificação dos envolvidos.
A polícia informou que já possui suspeitos e pediu que moradores da região façam denúncias de forma sigilosa. Segundo a investigação, os suspeitos seriam conhecidos por outros atos infracionais e alguns seriam menores de idade.
Até o momento, os pertences da vítima não foram recuperados.
Mulher pede ajuda para voltar a trabalhar
Sem os equipamentos utilizados para preparar e vender os espetinhos, a mulher afirma que sua principal preocupação agora é conseguir retomar a atividade que garantia seu sustento. “Eu preciso mesmo é do meu material para trabalhar, porque eu trabalho com arrumadinho. Eu preciso de um carrinho de espetinho”, relatou.
A vítima disponibilizou uma chave Pix para quem puder contribuir com a reconstrução da casa e a compra dos materiais de trabalho.
Chave pix: 86 9 9407-7295 - Em nome de Ravena Teixeira de Oliveira (vizinha da vítima)
A mulher afirma que não pretende deixar a residência, apesar de ter perdido praticamente tudo o que possuía. “A minha casa eu não posso dar para ninguém. É a única coisa que eu tenho”, desabafou.