Um homem, identificado como Francisco Onofre Ferreira de freitas, de 35 anos, foi preso nesta segunda-feira (19) suspeito de assassinar José Alves Bezerra da Silva com um tiro na cabeça, dentro de um bar no bairro Parque Alvorada, em Timon, no Maranhão, em setembro deste ano. Segundo a delegada Nayana Muller, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Timon, o investigado confessou o crime e afirmou que matou a vítima após ser chamado de “corno” durante uma discussão relacionada à venda de um terreno.
À TV Antena 10 e A10+, a delegada detalhou que José Alves estava sentado com familiares, incluindo a esposa e o filho, no estabelecimento onde também funcionava a venda de bebidas. Quando o local estava prestes a fechar, o suspeito chegou sozinho em uma motocicleta, parou na entrada da residência e efetuou um disparo contra a cabeça da vítima. Em seguida, fugiu. As pessoas que estavam no local ouviram o barulho, mas só perceberam que se tratava de um tiro quando viram José ferido.
“Só perceberam que foi um disparo quando voltaram seus olhares para a vítima. E a vítima já estava desfalecida, com a cabeça sangrando. Estava sentada em uma cadeira com os familiares. Foi apenas um disparo na cabeça e os presentes não sabiam dar informações de onde tinha vindo aquele disparo”, relatou Nayana Muller à TV Antena 10.
Durante a investigação, imagens de câmeras de segurança instaladas na região do Parque Alvorada ajudaram a identificar o suspeito. Os registros mostraram o momento do disparo e a fuga do suspeito. Inicialmente, a Polícia Civil investigou a possibilidade de o homicídio estar relacionado a desentendimentos anteriores entre os dois por causa da venda de um terreno. Segundo a delegada, a negociação teria provocado discussões e ameaças após o comprador discordar do valor acordado e tentar desfazer o negócio.
“Quando a gente tomou conhecimento, a única coisa que havia que poderia levantar algum tipo de suspeita era uma confusão que a vítima teria tido, anos atrás, com uma pessoa para quem ele havia vendido um terreno. Dessa venda, surgiram algumas discussões e ameaças por parte da pessoa que havia comprado o terreno, em razão de ela não concordar com o preço que foi ajustado à época e querer desfazer o negócio, sendo que a vítima já teria passado o terreno para frente. Em razão desse entrevero, foram relatadas essas ameaças. A vítima, no entanto, não teria feito qualquer registro de ocorrência sobre elas, mas a família relatava a situação. De posse das imagens, essa pessoa envolvida na confusão relacionada à compra e venda do terreno foi identificada como sendo a autora do crime", detalhou.
Durante o interrogatório, porém, o suspeito apresentou outra motivação para o crime, afirmando que a vítima o havia chamado de “corno”. Ainda conforme o relato do investigado, ele voltou a procurar José para cobrar uma questão relacionada ao terreno. Durante a discussão, teria sido ofendido e, por se sentir humilhado, decidiu cometer o homicídio. Segundo Nayana Muller, o homem declarou estar arrependido.
"Após a prisão, ele nos confessou, confidenciou que fez isso pelo fato de a vítima ter chamado ele de ‘corno’ dias antes do ocorrido. Ele relatou que tinha muito ciúme da companheira e não aceitou ser humilhado daquela maneira pela vítima. Segundo ele, foi fazer novamente uma cobrança à vítima em razão do terreno. Nessa discussão, a vítima teria chamado ele de ‘corno’. Ele disse que se sentiu muito humilhado com aquilo e que, na data do crime, acabou efetuando o disparo que matou a vítima”, disse.
Após a prisão, o suspeito foi levado para a delegacia para os procedimentos cabíveis. Ele está à disposição da justiça.