Traição e descoberta de que filha não era biológica: delegado dá detalhes da prisão de suspeito de matar segurança em Teresina

As investigações buscam esclarecer se ele atuou diretamente como executor ou se teve participação na organização do assassinato

Atualizada às 18h26

O delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, deu mais detalhes à TV Antena 10 sobre a investigação que apura o assassinato do segurança Erismar Rodrigues dos Santos. Ítalo Rangel, suspeito do crime, se entregou à polícia nesta quarta-feira (15). 


De acordo com o delegado, ainda não há confirmação definitiva sobre o papel de Ítalo no crime. As investigações buscam esclarecer se ele atuou diretamente como executor ou se teve participação na organização da ação criminosa. Erismar foi alvejado quando estava em uma motocicleta no último domingo (12). Ele tentou fugir no momento da abordagem, chegando a abandonar a motocicleta e correr, mas acabou sendo alcançado e morto.

 

Delegado dá novos detalhes sobre assassinato de segurança em Teresina; Suspeito se entregou à polícia
Reprodução

 

A principal suspeita é que o crime teria sido motivado por uma relação extraconjugal que a vítima teria com a mulher do suposto autor do crime. O delegado Bruno Ursulino detalhou que o suspeito era casado e teria descoberto recentemente que a esposa manteve um relacionamento com a vítima. Dessa relação, teria nascido uma criança que, inicialmente, o suspeito acreditava ser sua filha.


“O suspeito era casado, e a esposa dele teve um caso com a vítima. Desse relacionamento, acabou nascendo a garota. Essa garota seria filha da vítima, e não do suspeito, mas, durante aproximadamente um ano e meio, o suspeito imaginava que ela era filha dele. A mãe da garota, mais recentemente, revelou ao suspeito o interesse de encerrar o relacionamento e confirmou para ele que a filha não era dele, mas da vítima”, contou.

Ainda conforme a investigação, a mulher revelou a verdade e manifestou a intenção de encerrar o relacionamento, o que, segundo o delegado, teria intensificado conflitos e gerado um estado de desespero no suspeito.


“A partir daí se inicia o acirramento das discussões, inicia-se a questão da definição da mulher de sair de casa, de buscar um lar próprio, onde ela possa estar com a filha dela apartada, e a gente verifica uma espécie de desespero formado na cabeça do suspeito, a fim de não deixar isso acontecer. Mas o que a gente quer saber é se o móvel foi somente esse, se teve uma discussão posterior, que tenha acirrado ainda mais os ânimos e acarretado na morte do indivíduo”, detalhou.

O delegado ressaltou que todas as versões apresentadas por familiares da vítima e do suspeito estão sendo analisadas.  O caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).