Comitê de Supervisão da Meta aponta ‘falhas recorrentes’ de moderação nas eleições do Brasil

Conselho independente diz que big tech ‘suprime liberdade de expressão política’ e ‘prejudica integridade eleitoral’

O Comitê de Supervisão da Meta, órgão independente que avalia o trabalho de moderação da big tech norte-americana, disse que está preocupado com as “falhas recorrentes na aplicação de normas eleitorais” cometidas pela empresa. O conselho publicou um comunicado nesta terça-feira (20), em que trata sobre a atuação da Meta nas eleições do Brasil e dos Estados Unidos.

O órgão aponta “restrições técnicas” que afetaram perfis ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que gerou reclamações de interferência eleitoral. “Fica claro que a Meta precisa fazer mais para garantir que suas práticas de fiscalização durante as eleições sejam transparentes e consistentes e que a liberdade de expressão política seja protegida, em vez de reprimida”, diz o Comitê em nota.