O pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), reiterou nesta sexta-feira (20) que acredita ser “natural” que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) continue na chapa do presidente Luiz Inácio Lula Silva (PT) à reeleição. Haddad também disse que quer ouvir as opiniões de Alckmin sobre o pleito paulista nos próximos dias.
“O Alckmin foi quatro vezes governador do Estado de São Paulo. Quero ouvir a opinião dele sobre as nossas chances aqui, qual é a melhor composição para lograrmos êxito na eleição”, afirmou o ex-ministro em coletiva de imprensa. “Nós vamos ter toda a condição de ouvir o vice-presidente, pelo muito que ele conhece, para tomar a melhor decisão.”
Ao falar sobre assuntos de campanha, Haddad disse ainda que não vê mais “portas fechadas” com empresários após sua atuação no Ministério da Fazenda. Ele também criticou os indicadores estaduais paulistas, afirmando que grande parte do investimento em São Paulo é proveniente do governo federal.
“O empresariado brasileiro não tem do que reclamar dos governos progressistas”, disse complementou. “Vá pegar os balanços das empresas, o que aconteceu nesses três anos de governo Lula. O que aconteceu com São Paulo depois da aprovação do plano diretor? A quantidade de empreendimentos.”
Pré-candidatura de Haddad
Após a confirmação da candidatura nesta quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou a saída de Haddad do comando da pasta. No decreto, publicado no Diário Oficial da União, Lula nomeou Dario Durigan para assumir o cargo. Até então, ele ocupava a função de secretário-executivo da pasta.
O ministro afastou a ideia de que entraria na corrida eleitoral apenas como parte de uma negociação política. “Eu não disputo a eleição para barganhar o que quer que seja. Eu disputo a eleição para ganhar. E é como eu vou disputar essa eleição”, afirmou. Haddad também defendeu que a vitória política depende da apresentação de propostas consistentes e da capacidade de mobilizar a população.
Ele também rebateu interpretações de que sua candidatura representaria um “sacrifício”. Segundo Haddad, a disputa é, na verdade, uma oportunidade.