Rafael Fonteles (PT) foi reeleito governador do Piauí neste domingo (4), no primeiro turno das eleições de 2026, com 70,90% dos votos válidos, superando o desempenho que havia registrado em 2022. Na capital, Teresina, o petista conquistou 60,63% dos votos válidos, o equivalente a 274.415 votos, vencendo a disputa, onde perdeu em 2022.
Em 2022, quando foi eleito governador pela primeira vez, Rafael havia ficado atrás de Silvio Mendes em Teresina. Segundo dados do TSE, o petista recebeu 209.432 votos, correspondentes a 45,68% dos votos válidos, enquanto Silvio teve 233.593 votos, ou 50,95%.
Quatro anos depois, Rafael passou de 45,68% para 60,63% na capital, um crescimento de 14,95 pontos percentuais. Em números absolutos, foram 64.983 votos a mais do que em 2022.
PT nunca venceu em Teresina, e votação de Rafael Fonteles pode influenciar disputa municipal em 2028
Com a vitória de Rafael Fonteles, o Partido dos Trabalhadores (PT) mantém o comando do Governo do Piauí e consolida uma trajetória de mais de duas décadas à frente do Executivo estadual.
Apesar da força política construída ao longo desse período, a sigla ainda não conseguiu conquistar o comando da Prefeitura de Teresina, principal desafio do partido na capital. Na disputa mais recente, em 2024, Fábio Novo foi o candidato petista à Prefeitura de Teresina, mas terminou a eleição em segundo lugar, com 43,26% dos votos válidos, enquanto Silvio Mendes foi eleito com 52,19%.
O resultado de 2026 apresenta um novo cenário para o PT na capital. Rafael Fonteles, que em 2022 havia sido derrotado por Silvio Mendes em Teresina na disputa pelo Governo do Estado, desta vez conseguiu inverter o resultado e ampliar sua votação na cidade, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A mudança coloca Teresina no centro das próximas articulações políticas do partido para a disputa municipal de 2028.
SENADO
Em eleição histórica, Júlio César Lima (PSD) e Marcelo Castro (MDB) foram eleitos senadores pelo Piauí neste domingo (4), durante as eleições de 2026. Os dois tiveram apoio do governador reeleito Rafael Fonteles.
Marcelo Castro foi reeleito com 35,67% dos votos válidos, enquanto Júlio César ficou com 26,98%. Ciro Nogueira (PP), que buscava a reeleição, terminou em terceiro, com 24,68%, e não conseguiu permanecer no Senado. A derrota de Ciro ocorreu em uma disputa acirrada pelas duas vagas.