O presidente estadual do Progressistas no Piauí e ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, em entrevista à TV Antena 10 nesta quinta-feira (26) questionou os números divulgados pelas pesquisas eleitorais e afirmou que o cenário pode sofrer mudanças significativas quando a campanha ganhar as ruas e o eleitorado passar a acompanhar mais de perto a disputa. Segundo ele, os dados internos da oposição apontam um quadro diferente do que vem sendo apresentado publicamente.
“Os números que nós temos, verdadeiros e de leitura interna, estão muito acima da nossa expectativa para o momento”, declarou.
Joel relembrou sua própria trajetória eleitoral para sustentar o argumento de que pesquisas não definem resultado. Ele destacou que, ao renunciar ao mandato de prefeito, era conhecido por apenas 8% dos piauienses, enquanto o então senador Wellington Dias tinha 70% da preferência do eleitorado. Ainda assim, afirmou que terminou a eleição com uma diferença de cerca de dois pontos percentuais. O ex-prefeito também citou o cenário das eleições municipais de 2024 em Teresina. De acordo com ele, até a semana da votação, institutos apontavam vitória de Fábio Novo ainda no primeiro turno. No entanto, quem venceu a disputa foi Silvio Mendes, também no primeiro turno.
“Quando eu renunciava o meu mandato de prefeito, cada eleição é uma história também, mas quando eu renunciava, apenas 8% dos piauienses conheciam o Joel, 70% tinham preferência pelo senador Wellington Dias. Se nós viermos para a eleição de 24, só pegar o exemplo de Teresina, até a semana da eleição, todos os institutos, os mesmos que apontam o atual governador com 90% da preferência do eleitorado, apontava Fábio Novo como prefeito eleito no primeiro turno. Dia da eleição, quem manda e quem decide é o povo, o Silvio ganhou a eleição no primeiro turno. Lá em 2022, o desconhecido Joel, que renunciou em março com 8% dos piauienses contra 70% de preferência do senador Wellington, terminou a eleição perdendo apenas por um entorno de 2% dos votos”, continuou.
Ele ainda comparou o processo eleitoral à Copa do Mundo. “Se o Brasil joga um amistoso, ninguém para para assistir. Mas quando a Copa começa, todo mundo para para ver o jogo. A política é assim. Enquanto não se define o cenário real de cada partido, de cada bloco, situação ou oposição, o eleitor ainda não parou para fazer sua reflexão e escolha”, afirmou.
Na avaliação dele, o verdadeiro termômetro da disputa será o período oficial de campanha, quando as alianças estiverem consolidadas: “A política, enquanto não definir o real cenário de cada partido, de cada bloco, situação ou oposição, não dá para o eleitor parar, fazer a sua reflexão e a sua escolha”, finalizou.