Ministro Wellington Dias afirma que Lula pode vencer eleição no primeiro turno, mas pede campanha sem excesso de confiança

Petista cita que levantamentos mostram crescimento do presidente e defende mobilização da militância durante a disputa eleitoral

Em entrevista à TV Antena 10, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, avaliou, nesta quarta-feira (1º), o cenário da disputa presidencial e afirmou acreditar na possibilidade de o presidente Lula conquistar a reeleição ainda no primeiro turno. Segundo o ministro, pesquisas de intenção de voto apontam uma redução da diferença entre Lula e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

"Todos os levantamentos feitos apontam o presidente, inclusive, melhorando. Nós estamos hoje ficando entre seis e oito pontos de diferença para o principal candidato, o filho do Bolsonaro, o senador Flávio, mas já com uma diferença entre seis e oito pontos. Se a gente alcançar ali em torno de 12 pontos percentuais, como a eleição está mais polarizada entre os dois, eu acho que há, pela primeira vez, uma chance de o presidente vencer no primeiro turno", disse. 

  

Presidente Lula e Flávio Bolsonaro

   

Apesar do otimismo em relação ao desempenho eleitoral, o ministro afirmou que o grupo político deve evitar qualquer clima de excesso de confiança. Wellington Dias defendeu o engajamento da militância e classificou a eleição como uma disputa entre diferentes projetos para o país, destacando temas como democracia, economia e soberania nacional.


"Repito, nada de sapato alto, nada de 'já ganhou', mas a gente tem aqui uma força nas campanhas, o Brasil conhece, militância com pessoas que atuam e sabem a importância para a democracia, para a estabilidade, para a economia e para o social. Não é uma vitória de A contra B, uma disputa simplesmente partidária; é uma disputa de projeto para o Brasil, um Brasil independente, um Brasil que respeita. Queremos ter todo o respeito e carinho com o povo americano, manter uma relação correta com o povo americano, mas colônia nunca mais; a gente já ultrapassou essa fase do império. Agora a gente quer soberania, autonomia", concluiu Dias.