MPT-PI diz que denúncias de assédio eleitoral do 1º turno serão investigadas e combate continua no 2º turno

Procurador Edno Moura afirmou que casos ainda em apuração terão continuidade e que, comprovada a prática, haverá sanções

As denúncias de assédio eleitoral continuam sendo investigadas pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI) mesmo após o fim do primeiro turno das eleições. Segundo o órgão, os procedimentos que ainda não foram concluídos seguirão em andamento e poderão resultar em responsabilização caso sejam confirmadas irregularidades.

Em entrevista à TV Antena 10, nesta segunda-feira (05), o procurador Edno Moura afirmou que todas as denúncias recebidas durante o período eleitoral serão apuradas. “Ao final, se concluir pela prática do assédio eleitoral ou de algum outro tipo de crime eleitoral, serão aplicadas as sanções cabíveis”, declarou.

Procurador Edno Moura MPT-PI Reprodução TV Antena 10
 
 
 

Segundo o procurador, a possibilidade de segundo turno na disputa pela Presidência da República mantém o risco de novos casos. Por isso, o MPT-PI reforça que as denúncias continuam sendo recebidas.

“Mesmo que seja exclusivo para a Presidência, as denúncias podem continuar sendo feitas, que o Ministério Público vai investigá-las”, afirmou.

Edno Moura acrescentou que os procedimentos que não forem concluídos até o segundo turno continuarão seguindo normalmente e, caso o assédio eleitoral seja comprovado, os responsáveis poderão ser punidos.

Denúncias aumentaram perto da eleição

Ao fazer um balanço do primeiro turno, o procurador afirmou que o número de denúncias era pequeno no início do período eleitoral, mas aumentou à medida que a votação se aproximava.

De acordo com Edno Moura, o crescimento chamou a atenção do MPT e demonstra que a prática ainda ocorre no ambiente de trabalho. “Nós vamos continuar trabalhando para evitar que o coronelismo disfarçado volte a ocorrer aqui”, afirmou.

O procurador também destacou a importância de trabalhadores e eleitores permanecerem atentos e denunciarem possíveis casos de pressão ou interferência no voto.

“É importante que as pessoas continuem atentas e fazendo as denúncias para que o cidadão trabalhador consiga exercer seu direito de voto sem ser importunado, assediado, compelido ou coagido a votar em determinado candidato”, declarou.

O que é assédio eleitoral?

O assédio eleitoral ocorre quando um empregador, chefe ou superior hierárquico utiliza sua posição de poder para tentar influenciar ou controlar o voto de trabalhadores.

A prática pode ocorrer por meio de ameaças de demissão, intimidação, promessas de vantagens, cobrança de apoio a candidatos ou até mesmo dificuldades para liberar o funcionário no dia da votação.

A conduta viola a liberdade de escolha do eleitor e pode resultar em responsabilização nas esferas trabalhista e eleitoral.

Como denunciar

As denúncias de assédio eleitoral podem ser feitas ao MPT-PI pelo telefone (86) 3214-7500, pelo WhatsApp (86) 99544-7488, pelo site prt22.mpt.mp.br ou presencialmente nas unidades do órgão em Teresina, Picos e Bom Jesus.

Também é possível registrar denúncias pelo canal oficial do Ministério Público do Trabalho ou pelo aplicativo MPT Pardal, disponível gratuitamente para celulares. O sigilo do denunciante é garantido.