O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, concedeu entrevista à TV Antena 10, afiliada à RECORD, no programa Piauí no Ar, conduzido pela apresentadora Beatriz Ribas, na manhã desta quinta-feira (20). Dentre os temas abordados, ele destacou indicadores sociais do estado e país, as metas da pasta e expectativas para as eleições deste ano.
Wellington Dias, que cumpre a agenda no estado, detalhou os avanços na área da educação, saúde, e economia no Piauí, ressaltando as escolas de tempo integral e os serviços da Saúde.
"Em educação, o Piauí era o 26º pior, a gente só ganhava do Maranhão. Agora, o Piauí é a segunda melhor educação do Brasil. Olha só, o segundo pior, agora é o segundo melhor. O Piauí tem uma rede de educação integral, com a educação técnico-profissionalizante e educação superior em todos os municípios. Uma rede de saúde com todo um trabalho que permitiu crescer a expectativa de vida e crescer a renda, e aqui onde a gente ainda tem que crescer mais. Toda a riqueza produzida no Piauí, em 2002 , era 7 bilhões e 400 milhões de reais. Agora, é mais de 10 vezes, ou seja, 80 bilhões de PIB da economia do nosso Estado e com perspectiva de crescer ainda mais em várias áreas. Então, eu quero destacar essa integração do governo federal com o Piauí, fazendo a infraestrutura, as estradas, as comissões de comunicação, energia, enfim, e a integração com os municípios", afirmou.
O ministro afirmou que, por meio dos programas Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), cerca de seis bilhões de reais foram destinados às famílias piauienses.
"O Ministério do Desenvolvimento Social trabalha com um público mais vulnerável. Com dois programas, apenas, o programa Bolsa Família e o programa BPC, a gente coloca esse ano na economia do Piauí cerca de seis bilhões de reais para essas famílias. Garantindo também, dentro desses programas, as condicionalidades. Cuidando da saúde, vacina, o acompanhamento à gestante, as crianças estão matriculadas, agora tem o Pé de Meia. E, veja, não é só a comida, como alimentação escolar, cozinha solidária, o PAA, mas também a renda e aquilo que traz a dignidade. Aquela família já tem a moradia? Não, então, o Minha Casa Minha Vida. A garantia de que a pessoa tenha, por exemplo, o Gás do Povo. A tarifa de energia, quem consome até 80 kW e está aqui no cadastro social e preenche os requisitos, tem isenção no pagamento da energia, ou até 120 kW de consumo, tem ali um desconto", disse.
O ministro analisou o cenário nacional e afirmou que pessoas inscritas no Cadastro Único e atendidas por programas sociais estão se inserindo cada vez mais no mercado trabalho e no empreendedorismo.
"Quando eu assumi, tinham 33 milhões e 100 mil pessoas no mapa da fome, pessoas que chegavam ao café da manhã e não tinham o que comer, o almoço não tinham o que comer ou seja, a insegurança alimentar. O Brasil segue crescendo a economia, ou seja, os setores investem, cresce a indústria, o comércio, a agropecuária, os serviços e para onde vai esse desenvolvimento? A gente qualifica as pessoas. E olha o resultado, de 5 milhões e 600 mil empregos a mais do que 2022, 5 milhões é o povo do cadastro social, ou seja, do Bolsa Família. Nós modificamos as regras, estimulando, inclusive, o emprego. Muita gente estava na informalidade e saiu. Quando a gente vai para o pequeno negócio, o empreendedorismo, ali também são 26 milhões de pequenos negócios no Brasil. Nada menos que 4 milhões e 700 mil é o povo do Bolsa Família, do cadastro social", destacou.
A10+/TV Antena10
Wellington destacou os dados na redução da pobreza e da desigualdade no Brasil, que apontam um crescimento da parcela da população que alcançou a classe média e a redução dos índices de extrema pobreza no país.
"O resultado mais forte é que 21 milhões de brasileiros, até 2025, subiram na escala social, saíram da extrema pobreza, saíram da pobreza, saíram da baixa renda. E olha só esse dado, neste total, 17 milhões e 400 mil pessoas foram para a classe média alta, pessoas que se formaram, pessoas que tiveram ali um bom emprego, que montaram ali uma pequena empresa, ou seja, e agora estão na classe média alta. Então, esse caminho é que faz o Brasil alcançar o mais baixo nível de extrema pobreza, o mais baixo nível de pobreza, e também é aqui o maior crescimento nessa área de pessoas indo para a classe média, e isso resulta no mais baixo nível de desigualdade", ressaltou.
Vinda de Lula ao Piauí
Wellington afirmou que o candidato à reeleição à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vai vir ao Piauí para reforçar os trabalhos de campanha. A data ainda será definida.
"A gente tem a expectativa de, até sexta-feira, ter a definição das agendas. Ele vai agora ao Rio Grande do Norte, e nas agendas, talvez, até já na próxima semana, a gente acerta essa data com ele. Como ele é o presidente junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin tem uma responsabilidade de cumprir as regras da eleição, mas garantir também a continuidade do trabalho. Eu queria me afastar até para ajudar um pouco mais na política. Mas ele disse que precisava de alguns ministros: preciso que você fique aqui cuidando", afirmou.
Fábio Rodrigues / Agência Brasil
Com relação às eleições deste ano, o ministro ressaltou que está otimista. "Eu acho que há uma compreensão muito clara da importância desse projeto nacional e estadual com os resultados, ou seja, este ano, melhor que o ano passado. O ano passado melhor que o ano anterior. E você tem, a cada ano, um patamar de evolução. Sou ainda do conceito que a vida pública só faz sentido quando a gente consegue, através de muito trabalho, melhorar a vida das pessoas e, é claro, principalmente, melhorar a vida de quem mais precisa", concluiu.