Amigos e familiares do policial penal Gilvan Furtado Leite realizaram uma manifestação em frente ao Ministério Público do Piauí, em Teresina, na manhã desta terça-feira (16). Ele foi atropelado junto com a filha, em 06 de junho, em um acidente provocado por Julio Cesar Carvalho Neu.
O primo de Gilvan, identificado apenas como Michel, afirmou que, com a soltura do indivíduo, a sensação de impunidade está prevalecendo. Principalmente, porque o policial penal encontra-se na UTI em estado gravíssimo. A filha já recebeu alta médica.
"Ele segue livre, passeando de moto pelo local, tomando café em padaria, e estamos sentindo uma total sensação de impunidade diante disso. Meu primo segue na UTI, em estado gravíssimo, enquanto ele vive normalmente, como se nada tivesse acontecido", afirmou.
Michel pontuou que a ida até o Ministério Público seria para chamar a atenção das autoridades quanto ao caso. Os amigos e familiares ressaltaram o histórico de Júlio Cesar, que já teria atropelado outra pessoa, em situação anterior, quando também estaria sob efeito de álcool.
"Queremos mudar a visão da Justiça. São casos que acontecem com muita frequência em Teresina e a impunidade segue prevalecendo. O povo comete o crime, faz do carro uma arma, atinge um pai de família e sua filha, e ficamos sem saber o que vai acontecer. Ele já tem o histórico de que atropelou outra pessoa embriagado. A gente busca fazer com que ele não cometa o mesmo crime, que parece que está virando rotina, e não faça outras vítimas", concluiu.
Entenda o caso
Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, e sua filha ficaram feridos após serem atropelados por um carro na noite do último sábado (06), no bairro Bela Vista, zona Sul de Teresina. O motorista responsável pelo acidente fugiu do local sem prestar assistência às vítimas.
O suspeito foi capturado, mas depois foi solto mediante fiança no valor de R$ 10 mil.