O governo federal definiu as regras que detalham as metas para a redução do consumo de energia e emissão de gás carbônico dos carros vendidos no Brasil.
A medida faz parte do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), lançado este mês, e, na prática, deve resultar em economia no bolso dos consumidores na hora de abastecer os novos veículos.
As regras obrigam montadoras e importadoras a reduzir, progressivamente, o consumo de energia dos carros. Os fabricantes agora terão de colocar no mercado opções mais econômicas, sob risco de não cumprir as metas oficiais de eficiência energética.
A estratégia vale para veículos leves e comerciais leves. Quanto mais carros gastadores uma empresa vender, mais ela será pressionada a compensar com veículos eficientes, como híbridos elétricos ou modelos flex com menor consumo.
Tecnologias que reduzem o gasto de combustível ao longo da vida útil do carro também passam a render “créditos” regulatórios.
As novas regras devem acelerar a oferta de veículos híbridos e elétricos, que passam a contar mais pontos no cálculo das metas. Até 2030, esses modelos terão peso maior na contabilidade das montadoras, funcionando como incentivo indireto.
Por outro lado, carros esportivos e modelos de alto desempenho terão benefícios limitados e sob regras rígidas.
Além disso, o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) poderá exigir auditorias e testes em veículos reais, inclusive retirados de estoques das empresas. Se houver divergência entre o que a montadora declara e o que o teste aponta, vale o resultado da auditoria.