Após paralisação, SETUT critica reajustes pedidos por motoristas e cobradores em Teresina: "destoam da realidade"

Segundo a entidade, a porcentagem solicitada está três ou quatro vezes acima do comum

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) emitiu uma nota após a paralisação dos ônibus deflagrada na manhã desta segunda-feira (18), em Teresina, e fez uma crítica à porcentagem de reajuste reivindicada pelos trabalhadores da categoria. Segundo SETUT, a porcentagem solicitada está três ou quatro vezes acima do comum.

Através o comunicado, o SETUT reforçou que não se trata de uma greve, mas sim de um estado de greve, que serve como um alerta. Portanto, não é uma paralisação integral da frota, sendo assim, parte dos ônibus está circulando.

  

Transporte público
Divulgação

   

O órgão, no entanto, faz uma crítica às reivindicações, alegando que a categoria tem solicitado reajuste de cerca de 46% para ticket alimentação e 36% para plano de saúde, mas os reajustes são, normalmente, de 3% a 4%. Já para a correção salarial o pedido é de 12%, sendo três ou quatro vezes maior que o índice comum, que é de 3% a 4%.

Apesar disso, diz que segue em tratativas e apresentando propostas para a otimização do sistema de transporte público, destacando a urgência para renovação de frota e ampliação de veículos em operação.

Veja a íntegra da nota

O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) esclarece que o estado de greve, anunciado pela categoria laboral para esta segunda-feira (18), é um momento de negociação entre as partes e não resulta na paralisação integral da frota de ônibus da capital, que seguirá com circulação normalizada ao longo do dia.

O SETUT reitera que segue aberto ao diálogo e às negociações construtivas, dentro dos parâmetros aceitáveis para o sistema de transporte público em Teresina, que possui arrecadação e produtividade comprometidas pelo congelamento das tarifas desde 2018 e pela queda acentuada na quantidade de passageiros transportados, com maior incidência após a pandemia da Covid-19.

As reivindicações do sindicato laboral destoam sobremaneira da realidade, com índices de reajuste que giram em torno de 46% para o ticket-alimentação e de 36% para o plano de saúde, enquanto os percentuais comuns de reajustes salariais giram em torno de 3% a 4% ao ano.

Já para a correção salarial, foi solicitado um índice três ou quatro vezes superior aos percentuais atuais, com pedido de reajuste de 12%, enquanto o índice anual varia entre 3% e 4%.

Por fim, o SETUT segue em constantes tratativas junto aos órgãos públicos, apresentando propostas para a otimização do sistema de transporte público, com destaque e urgência para a renovação da frota e a ampliação da quantidade de veículos em operação e circulação.

A paralisação

Teresina amanheceu nesta segunda-feira (18) com paralisação parcial dos motoristas e cobradores de ônibus. O movimento ocorre das 6h às 8h e das 16h às 18h em protesto por reajuste salarial e melhorias nos benefícios da categoria.

Segundo o Sintetro, os ônibus circulam normalmente dos bairros até o Centro no início da manhã, mas as atividades são interrompidas nos horários definidos nas praças centrais da capital.

Os trabalhadores, segundo apurado pelo A10+, reivindicam reajuste salarial de 12%, aumento no auxílio saúde e no ticket alimentação, além do retorno do Corujão. A categoria não descarta iniciar greve geral até o dia 25 de maio caso não haja acordo.