Um tremor de terra de magnitude 2,1 foi registrado na terça-feira (03) no município de Bocaína, interior do Piauí. Esse é o segundo abalo sísmico identificado no estado em um intervalo de 48 horas. O primeiro, de magnitude 1,5, ocorreu no domingo (01), na zona rural de Castelo do Piauí.
Apesar de não terem causado danos, os registros chamaram a atenção por terem acontecido em sequência. Ao A10+, o diretor de Mitigação da Defesa Civil do Piauí, Werton Costa, explicou que o fenômeno não é comum no estado, mas pode acontecer de forma pontual.
“Não é comum, ele ocorre de forma muito pontual, é raro, só que nós não tínhamos como medir, no passado aconteceu até alguns mais expressivos e nós não tínhamos uma máquina para captar isso. Houve um investimento do Governo Federal, através da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, montou um laboratório específico para isso, LabSIS, e esse laboratório buscou parcerias estaduais e municipais. Então, graças a essa parceria, com a Defesa Civil do Estado e com os municípios, nós temos duas estações de Primeiro Mundo, uma em Floriano e outra em Pedro II, e é graças a essas estações que agora nós temos conhecimento, que no Piauí tem tremor de terra sim”, disse.
Ele contou ainda que, de certa forma, os dois tremores estão relacionados: "A relação que existe entre os dois sismos, entre os dois abalos, é que embora nós estejamos situados numa grande bacia sedimental, ou seja, um terreno que tem uma capacidade de amortecer ondas de choque, esse é um terreno antigo e ele apresenta algumas rachaduras, que nós chamamos de falhas geológicas. Essas falhas, elas não estão paradas, elas se movimentam, porque os terrenos, estão constantemente se acomodando, quando há uma reacomodação desses terrenos, nós temos a liberação de uma onda de choque, que é o sismo, que é o tremor", explicou.
A Defesa Civil informou que segue monitorando.