Após morte de paciente, Hospital Areolino de Abreu nega agressão: "suspeita de crise convulsiva seguida de queda"

Ao A10+ e TV Antena 10, família cobrou por Justiça. Caso segue em investigação

O Hospital Areolino de Abreu, em Teresina, divulgou nota sobre o caso de José de Ribamar Dutra de Lima, que morreu, nessa quarta-feira (14), após internação no local. Segundo a unidade de saúde, uma apuração interna e consulta no histórico clínico constataram que o paciente não teria sido agredido, conforme denúncia da família.

  

Após morte de paciente, Hospital Areolino de Abreu nega agressão: "suspeita de crise convulsiva seguida de queda" Divulgação

   

"A suspeita clínica é da ocorrência de um episódio de crise convulsiva (efeito adverso possível em pacientes com uso crônico de antipsicóticos), seguido de queda, que teria provocado hematoma em face, além de possível broncoaspiração. O paciente recebeu assistência imediata da equipe de saúde, sendo realizada estabilização e a regulação para atendimento especializado", destacou.

O hospital ressaltou que segue à disposição para esclarecimentos e que as circunstâncias do ocorrido também continuam em investigação.

Veja a íntegra da nota

O Hospital Areolino de Abreu informa que, no histórico clínico e apuração interna procedida desde o início do atendimento do acidente ocorrido com o paciente José de Ribamar Dutra de Lima, não há qualquer registro de agressão. A suspeita clínica é da ocorrência de um episódio de crise convulsiva (efeito adverso possível em pacientes com uso crônico de antipsicóticos), seguido de queda, que teria provocado hematoma em face, além de possível broncoaspiração.

O paciente recebeu assistência imediata da equipe de saúde, sendo realizada estabilização e a regulação para atendimento especializado.

O hospital reforça que as circunstâncias do ocorrido seguem em apuração e permanece à disposição das autoridades competentes para os esclarecimentos necessários.

Hospital Areolino de Abreu
Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi)

Família pede justiça 

Amparo, irmã de José, disse, ao A10+ e TV Antena 10, que ele teve uma crise e precisou ser internado em 14 de setembro. Após oito dias no local, ela foi chamada ao hospital e encontrou o irmão com marcas de espancamento. José passou 22 dias internado e veio a óbito nessa quarta-feira (14).


"Meu irmão teve uma crise e levei para lá. Com oito dias, recebi um telefonema e a assistente social disse para eu acompanhar meu irmão, que ele tinha passado mal, que eles iam fazer a transferência do meu irmão para UPA do satélite. Fui para lá, quando cheguei, meu irmão já estava na sala de reanimação com a enfermeira. Vi meu irmão todo espancado e a enfermeira relatou que foi uma briga lá no pavilhão, mas não me explicou nada. Como foi essa briga? Ninguém viu?", afirmou.

A família cobra uma resposta do hospital e a investigação do caso. "Eu estou esperando justiça pela morte do meu irmão. Quando ele estava fora da crise, era alegre e gostava de se divertir. Quando ele ficava em um surto, é que eu tinha que levar para lá. Quero justiça não só pelo meu irmão, mas por outros pacientes que estão naquele hospital também e os que já perderam a vida", concluiu.