Dia das Mães: histórias de amor e esperança marcam a Maternidade Dona Evangelina rosa, em Teresina

O A10+ e TV Antena 10 conversaram com mulheres sobre a gestação e a descoberta do amor materno

(Atualizada às 10h20)

Entre corredores, salas de parto e UTIs neonatais, a Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, se torna um lugar marcado por histórias que revelam esperança, superações e muito amor de diversas mamães.


Na casa da Francisca Lenilda, a Sofia ainda nem chegou, mas ocupa espaço na casa. Ainda gestante, ela explica como já é viver o amor materno. "Eu mudei de vida, a minha mente mudou muito, por causa da Sofia, da minha filha. A minha mente mudou porque eu virei mãe, eu sabia que um dia eu ia ser mãe, porque eu pedia a Deus. Eu sei que o amor de mãe é inexplicável. Não tem explicação para amar o seu filho, sua filha, né? Ainda mais no ventre, que a gente está ansiosa para ver ela. Mas Deus vai me alegrar mais ainda quando minha filha nascer", afirmou.

Francisca Lenilda conta como está sendo a espera pela pequena Sofia A10+/TV Antena 10

   

Aos 44 anos, Aline, mãe da Alice, acreditava estar encerrando um ciclo, até descobrir que uma nova vida já crescia dentro dela. Ela destacou que descobriu a gravidez em uma ida de rotina ao médico, quando já imaginava que estava passando pela menopausa.

"Eu pensei que estava na menopausa, não tive nenhum sintoma de gravidez. Nesse dia eu estava longe, eu estava em Brasília, porque meus pais moram lá, e tudo bem, quando eu retornei de viagem, eu comecei a fazer minha rotina novamente, caminhar, andar de bicicleta, que eu amo andar de bicicleta. Só que eu percebi que estava engordando muito, eu não estava emagrecendo. Então, eu decidi ir no postinho fazer a consulta. Quando eu cheguei lá, a enfermeira logo já viu e falou, não, você não está na menopausa. Você está grávida de seis meses já. Foi uma emoção de coisas porque eu não queria, estava evitando. Foi um turbilhão de emoções, na verdade", destacou.

Mamãe Aline segurando ao colo a menina Alice A10+/TV Antena 10

   

Com a descoberta, as duas iniciaram o acompanhamento médico necessário para os proteger a vida dos filhos desde os primeiros momentos. Sobre isso, a diretora da maternidade, Carmen Ramos, orienta buscar de início a Unidade Básica de Saúde mais perto de casa.

"Esse tempo de quando ela descobre até os nove meses de gestação, esse acompanhamento que é feito, é o que a gente chama de pré-natal. Ele é extremamente importante para prevenir futuras complicações. Então, ele deve ser feito mensalmente, às vezes no final da gestação a gestante precisa ir mais vezes no serviço. E durante esse período são feitos exames, tanto pelo obstetra como pela enfermeira. Isso garante que esse nascimento seja um nascimento mais seguro, seja um nascimento mais saudável", explicou.

A história da Karla veio acompanhada de diagnósticos delicados. A filha nasceu com a síndrome de Edwards. Ela conta que junto à condição de Maria também surgiu uma nova forma de enxergar a vida. 

Carla detalhou a trajetória de força da filha Maria A10+/TV Antena 10

   

"Desde a gestação eu tive que viver muitas incertezas. Será se eu consigo ir até o final da gestação por conta do diagnóstico dela da síndrome de Edwards? Será se eu vou conseguir chegar até o final da gestação? Será se ela pode falecer do parto? As pesquisas mostravam que a estimativa era só até no máximo um ano de vida. Então eu tive que lidar com a dor de um luto antecipado, mas ao mesmo tempo ter na fé a certeza de que Deus é muito maior do que tudo isso. O tempo que ela viver eu quero que ela seja muito feliz. Desde muito nova sempre quis ter filhos e sempre quis ter uma filha, então ela é a concretização de um sonho", concluiu.