Ministério Público e Prefeitura de Piripiri discutem estratégias para encerramento de lixão no Piauí

Foi apresentada a proposta de construção de um aterro sanitário por meio de um consórcio regional que deve reunir 16 municípios

Representantes do Ministério Público do Piauí (MPPI) e do Município de Piripiri se reuniram nesta segunda-feira (12) para discutir e traçar estratégias voltadas ao encerramento de lixões existentes na região, a destinação ambientalmente correta de resíduos, a organização de cooperativas de catadores e a implantação de coleta seletiva. O encontro foi realizado na sede do MPPI, na zona leste de Teresina.

Participaram da reunião a procuradora-geral de Justiça do Piauí, Cláudia Seabra; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), Áurea Madruga; a prefeita de Piripiri, Jovê Oliveira; e o secretário de Saneamento Básico do Piauí, Magno Pires.

  

Ministério Público e Prefeitura de Piripiri discutem estratégias para encerramento de lixão no Piauí
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Durante a reunião, foi apresentada a proposta de construção de um aterro sanitário por meio de um consórcio regional que deve reunir 16 municípios. O consórcio, denominado Meio-Norte, tem como presidente a prefeita de Piripiri, Jovê Oliveira, que informou que o edital para a construção do aterro deverá ser lançado em breve.

O Ministério Público reconheceu a importância da iniciativa do consórcio para a destinação adequada dos resíduos sólidos, mas destacou a necessidade de adoção de medidas imediatas enquanto o aterro não é implantado. Foi ressaltado que a manutenção de lixões configura crime ambiental e que o Estado do Piauí já conta com 65 lixões encerrados, conforme atualização mais recente.

Ficou acordado que, até a efetiva implementação do aterro sanitário, o Município de Piripiri deverá adotar uma solução provisória para a destinação correta dos resíduos sólidos. A alternativa discutida foi a implantação de uma unidade de transbordo, permitindo que os resíduos sejam encaminhados de forma adequada enquanto a solução definitiva não é concluída. A medida busca evitar a perpetuação de prazos sem resolução concreta do problema e assegurar a proteção ao meio ambiente e à saúde da população.