Mulher presa como "falsa advogada" morre após passar mal em penitenciária no Piauí

Segundo a Sejus, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio após apresentar complicações em um quadro de saúde pré-existente

Lucila Meireles Costa morreu na última sexta-feira (22), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Promorar, em Teresina. Ela havia sido presa em fevereiro deste ano por atuar como falsa advogada. A informação foi confirmada ao A10+ pela Secretaria da Justiça, por meio da Diretoria da Unidade de Administração Penitenciária, nesta terça-feira (26). 

Segundo a Sejus, Lucila estava internada desde o dia 19 de maio após apresentar complicações em um quadro de saúde pré-existente. A declaração de óbito do Instituto Médico Legal (IML) aponta diabetes descompensada com hiperglicemia, acidose metabólica e respiratória.

  

Mulher presa como "falsa advogada" morre após passar mal em penitenciária no Piauí Reprodução
   

Ainda conforme a pasta, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi acionado para acompanhar o caso, seguindo o protocolo estabelecido pela secretaria. A Sejus afirmou também que está prestando assistência aos familiares da interna.

Entenda o caso 

Lucila Meireles Costa, de 42 anos, havia sido presa em Teresina investigada por se passar por advogada e por supostamente corromper servidores da Justiça do Amazonas.

Em entrevista à TV Antena 10, à época do caso, o delegado Tales Gomes informou que Lucila havia deixado o Amazonas há cerca de um ano após alegar estar recebendo ameaças. Natural de Manaus, ela se mudou para Teresina para se esconder. 

"Ano passado, a Polícia Civil do Amazonas fez a apreensão de mais de 500 tabletes de drogas e vários fuzis. As investigações avançaram, identificaram o líder dessa organização criminosa que atua no Amazonas, e um dos alvos da investigação foi essa senhora que prendemos hoje. A investigação apura lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico, corrupção passiva e ativa. No caso da investigada, o que mais pesa sobre ela é se passar por advogada e conseguir informações junto a funcionários do Tribunal de Justiça do Amazonas", disse.