O Piauí inicia o mês de setembro, no período mais crítico do ano para a ocorrência de queimadas, com um cenário positivo. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o Estado registrou 2.038 focos de queimadas entre janeiro e agosto de 2026, o menor número para o período desde 2020.
O resultado também aparece no desempenho de agosto. Foram 1.024 focos registrados, uma redução de 30,4% em relação ao mesmo mês de 2025 e o menor número de queimadas para um mês de agosto desde 2020. Já em comparação com o acumulado de janeiro a agosto de 2025, a queda verificada foi de 38%.
Os números chegam justamente quando o Piauí inicia o B-R-O- BRO, período que historicamente exige maior atenção das equipes de prevenção e combate. Para a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), o resultado reforça a importância das ações que vêm sendo realizadas ao longo do ano, com monitoramento permanente, prevenção, capacitação de brigadistas e resposta rápida às ocorrências.
A estratégia envolve o acompanhamento dos focos de calor por meio de dados e tecnologias de monitoramento, além da atuação das brigadas florestais em diferentes regiões do Estado. O objetivo é identificar as ocorrências com rapidez, evitar que pequenos focos se transformem em grandes incêndios e reduzir os danos ambientais.
Segundo o secretário Feliphe Araújo, os números do INPE demonstram que o trabalho preventivo está produzindo resultados, mas o momento exige a manutenção e o reforço das ações.
“Estamos entrando no período mais crítico para as queimadas e os dados mostram que todo o esforço de prevenção, monitoramento e combate está fazendo a diferença. Temos hoje uma estrutura mais preparada, com brigadistas capacitados, tecnologia e presença em campo. Mas não podemos baixar a guarda. É justamente agora que precisamos intensificar o trabalho para proteger nossas áreas verdes, nossas comunidades e o patrimônio ambiental do Piauí”, afirma.
A redução registrada em 2026 representa um avanço importante na estratégia de enfrentamento às queimadas no Estado. Mais do que uma queda nos números, o resultado indica uma atuação cada vez mais integrada entre monitoramento, prevenção e combate, especialmente em um período marcado por altas temperaturas, baixa umidade e maior risco de propagação do fogo.
Com o período crítico pela frente, a orientação é manter a atenção e reforçar a prevenção. A Semarh segue acompanhando diariamente os focos registrados no território piauiense e mobilizando as estruturas de combate sempre que necessário.