Senado faz recomendações ao STF após relato de falhas em atendimento médico a Bolsonaro

Comissão pede explicações à PF e sugere prisão domiciliar por razões humanitárias

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a Polícia Federal adote uma série de providências após o relato de falhas no atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da PF em Brasília.

O documento foi enviado pela presidente do colegiado, Damares Alves (Republicanos-DF). Além das sugestões a serem adotadas pela PF, a senadora pediu que o STF conceda prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro.

  
Ex-presidente Jair Bolsonaro
ROSINEI COUTINHO/STF
 
 
 

O documento relata que o ex-presidente sofreu uma queda na cela na madrugada de 6 de janeiro de 2026 e permaneceu mais de 24 horas sem acesso a atendimento hospitalar especializado, apesar de pedidos reiterados da defesa e da família.

A comissão aponta que a autorização para exames médicos só foi concedida no dia seguinte pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da execução penal.

Entre as medidas recomendadas, a comissão solicita à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal informações detalhadas sobre o atendimento inicial prestado a Bolsonaro. O colegiado pede, entre outros pontos:

A comissão também solicita que a PF explique se recebeu ordens por telefone ou meios informais para condicionar o atendimento hospitalar à autorização judicial, prática que, segundo o documento, precisa ser devidamente formalizada nos autos.

O relatório determina ainda o encaminhamento da manifestação a uma série de instituições, incluindo:

A medida, segundo a Comissão de Direitos Humanos busca garantir transparência, fiscalização externa e prevenção de violações a direitos fundamentais.