O Ministério Público do Piauí (MPPI) e o Ministério Público Federal (MPF) se reuniram com diversos órgãos técnicos ambientais para discutir um plano de trabalho voltado à retirada de aguapés, materiais orgânicos e resíduos sólidos acumulados embaixo da ponte do Mocambinho, no rio Poti, em Teresina.
Na reunião foram discutidos os danos à fauna e à flora, além do impacto nas atividades de pesca na região em decorrência dos resíduos e aguapés. A promotora de Justiça Carmelina Moura destacou a necessidade de atuação urgente e integrada dos órgãos para a retirada do material. Já o procurador da República Kelston Lages ressaltou os danos ambientais e o dever das instituições de se articularem para a resolução da demanda.
Ao final, foi deliberada a formação de um Grupo de Trabalho, sob coordenação da SDU Norte, que deverá apresentar, no prazo de 10 dias, um plano com ações, cronograma e orçamento para a execução emergencial da retirada dos aguapés e demais materiais acumulados no local. O grupo também deverá apurar as causas da concentração desses elementos, com o objetivo de prevenir novos danos ambientais.
Participaram da reunião representantes das Secretarias Municipais de Meio Ambiente (Semam) e de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Semduh), da SDU Norte, do Ibama e da Associação Social para Educação e Tratamento dos Excepcionais (Asete).