Francisco Silva, do "Pagode do Chico", acusado de lesar inúmeros investidores em Teresina e Timon-MA, foi preso na manhã desta quarta-feira (22), após se entregar à polícia na capital. Ele estava foragido desde o ano passado. A informação foi confirmada ao A10+ pelo delegado Luciano Alcântara.
Segundo as informações, o foragido se entregou para as autoridades e agora deve passar por oitivas e posteriormente ficará à disposição da Justiça. Chico é acusado de golpes milionários em diversos investidores.
Investidores denunciaram golpes
Empresários e influenciadores digitais de Teresina e Timon denunciaram um suposto golpe financeiro aplicado por um empresário do ramo musical conhecido como “Chico”, criador do evento “Pagode do Chico”.
Segundo relatos divulgados, o empresário convencia investidores a aplicar dinheiro em sua empresa, a “Extreme”, prometendo altos retornos financeiros. No início, os pagamentos de juros eram feitos regularmente, o que gerava confiança e levava os investidores a apostarem ainda mais. No entanto, nos últimos dias, “Chico” desapareceu, deixando para trás sócios, clientes e investidores preocupados e sem resposta.
Financiamento de veículos e casas
Uma das vítimas contou à TV Antena 10 que financiou um carro para o empresário, acreditando na promessa de quitação.
“Eu comecei a perceber que o Francisco era extremamente mau caráter. No dia que ele me pediu uma coisa que eu achei um absurdo… O Francisco tinha uma BMW 320i branca, que fui eu quem financiei para ele. Esse carro era meu. E o que aconteceu? No momento em que o Francisco apertou, ele tinha uma pendência comigo, que era o pagamento do financiamento de um imóvel que estava pendente, e falou pra mim: ‘Cara, transfere esse carro pra mim que até dia 30, isso no mês passado, eu te dou esse valor. Te juro por Deus, por tudo que é mais sagrado, pela minha família, eu te dou total garantia de que até dia 30 eu te dou esse dinheiro. Eu preciso que tu transfira esse carro pra mim. Se você transferir o carro, eu te transfiro o dinheiro.’ Tomei o carro dele, já vendi, infelizmente não consegui muita coisa porque o carro estava financiado, mas deu pra dar uma aliviada”, relatou.
Anos atuando no mercado e amizade com clientes
Uma terceira vítima disse que investiu na empresa ao lado de familiares e amigos, e que durante anos o negócio parecia seguro e lucrativo. A testemunha disse ainda que todos confiavam no empresário por ter mantido, além do relacionamento profissional, uma amizade e que não imaginavam que ele pudesse aplicar um golpe.
Conhecemos ele através de amigos em comum e começamos a investir na empresa. A gente colocava nosso dinheiro lá e todo mês ele retornava 10%. Desde então, já estava com anos no mercado e sempre funcionava normal. Quando começou a acontecer os problemas, a gente pensou que ele ia resolver a questão. Até porque ele sempre se comunicava dizendo que não ia deixar ninguém no prejuízo. Todo mundo ficou no voto de confiança porque todo mundo tinha uma amizade com ele. Ninguém acreditava que ele fosse sumir”, contou.