Um conselheiro tutelar de Paulistana, no Sul do Piauí, foi temporariamente afastado da função por decisão da Justiça Eleitoral após ser preso em flagrante por suspeita de corrupção eleitoral. A decisão foi obtida pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.
O agente foi preso na noite de sábado (3), após uma abordagem realizada na véspera da votação. Com ele, foram apreendidos R$ 2.450 em espécie, material de propaganda eleitoral, um aparelho celular e um caderno com nomes de eleitores associados a valores e pedidos de bens materiais.
O Ministério Público Eleitoral, por meio da promotora de Justiça Gabriela Almeida de Santana, titular da Promotoria Eleitoral da 38ª Zona Eleitoral (ZE), requereu o afastamento temporário do investigado do exercício da função pública.
O pedido foi deferido pelo Juízo das Garantias do Núcleo IV da Justiça Eleitoral, em Picos. Além do afastamento, foram determinadas outras medidas cautelares.
O investigado está proibido de manter contato com eleitores e testemunhas relacionados às anotações apreendidas. Também não poderá deixar a Comarca de Paulistana por período superior a oito dias sem autorização judicial.
Ele ainda deverá comparecer aos atos processuais e investigativos para os quais for intimado. O caso segue sob investigação.