Após viver momentos de tensão ao ser agredida pelo ex-companheiro, a secretária de saúde de Francisco Ayres concedeu entrevista ao A10+ e deu detalhes sobre a situação. De acordo com a vítima, ela já havia sofrido agressões verbais e ameaças por parte do agressor em outras oportunidades.
Durante entrevista, ela explicou que já não estão mais juntos há um tempo e que em setembro do ano passado chegou a bloquear o contato do agressor. Numa troca de celular, no entanto, acabou desbloqueando e já em dezembro voltou a receber mensagens.
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Ela confessou também que após o término chegaram a ter contato e ficado outras vezes e foi então que ele começou as agressões verbais, ameaças e ofensas.
"Devido à minha resistência e não querer ficar, ele insistia, eu já sofri agressões verbais quando a gente namorava também e quando a gente ficava essas outras vezes. E em setembro, quando ele veio atrás de mim, que eu recusei, ele já veio com palavra de agressão novamente, sempre com agressão verbal, até então nunca tinha me agredido fisicamente", detalhou.
A secretária disse ainda que a agressão aconteceu após uma festa de Reveillon que acontecia na cidade. O agressor viu a vítima junto com o novo companheiro e então iniciou as ameaças. Ela explicou que no momento da agressão estava junto com o novo namorado, que também foi agredido pelo homem.
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"A gente levantou da cama, o vidro caiu sobre a cama e a gente tentou sair do quarto, mas infelizmente a chave empenou e não abriu a porta, simplesmente nós ficamos presos dentro do quarto e ele entrou e deu socos em mim, deu soco no companheiro e a pessoa que estava comigo teve a chance de sair para pedir ajuda, mas eu continuei no quarto e ele não foi atrás dele, continuou comigo, foi quando ele me deu vários socos na minha cabeça, tentou atingir minha boca, mas eu tive muita força, graças a Deus eu tive forças para não levantar minha cabeça, ele não atingiu minha nariz", explicou.
Após o caso, ela passou por exames médicos, mas não por exame de corpo de delito. A prisão do agressor também não aconteceu.
"Eu me senti desassistida, na verdade, houve muitas falhas, não fizeram o exame de corpo de delito, não prenderam em flagrante, com justificativo de que não tinha efetivo para ficar com o mesmo hospital, já que ele foi internado pelo corte dos pulsos. Enfim, houve muitas falha, mas eu não vou deixar passar, eu não vou deixar passar, o que eu puder fazer, eu vou fazer. Ele não vai sair impune por essa maldade que ele fez", concluiu a secretária.