O Governo do Piauí apresentou, na manhã desta quarta-feira (07), os indicadores da segurança pública no estado no ano de 2025. Os números mostram que o Piauí registrou o menor índice de mortes violentas intencionais dos últimos dez anos.
De acordo com os dados, em 2022, foram 825 casos. Em 2025, o número caiu para 573, uma redução de 31%. A taxa por 100 mil habitantes também caiu de forma expressiva, 33% em relação a 2022.
Outro indicador relevante diz respeito aos homicídios, que também atingiram o menor patamar da década: foram 526 casos em 2025, contra 756 registrados em 2022, o que representa queda de 30%.
Em Teresina, a diminuição foi ainda mais significativa, alcançando redução de 41,5% no período. Já em Parnaíba, litoral do Estado, a redução de homicídios foi de 65% em relação a 2022.
Os latrocínios (roubos seguidos de morte) também registraram o menor número da década: 14 casos em 2025, contra 25 em 2022, redução de 44%. Além disso, houve queda expressiva em crimes patrimoniais. O total de roubos caiu quase pela metade: de 20.406 registros, em 2022, para 10.392 em 2025, uma redução de 49%. O roubo de veículos caiu 38%, enquanto o roubo de celulares recuou 53%. Já os roubos com uso de arma de fogo diminuíram 57%.
O relatório também apresentou redução em mortes no trânsito e crescimento das ações policiais: o número de mandados de prisão cumpridos aumentou 123% entre 2022 e 2025, e as apreensões de armas cresceram 9%.
Durante a solenidade, o secretário de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou que os resultados refletem uma política integrada e contínua do Governo do Estado. “Esses números mostram que o planejamento está dando resultado. O Governo do Piauí trabalha com políticas integradas, investindo na repressão qualificada, mas também na educação e nas políticas públicas que previnem o crime e salvam vidas. É um esforço conjunto, que envolve polícia, gestão e cuidado com as pessoas”, afirmou.
Chico Lucas também ressaltou o papel da tecnologia e da integração institucional para fortalecer o enfrentamento ao crime. “O investimento em tecnologia tem sido decisivo. Ferramentas como o LupaApp, o Spia, o programa Meu Celular de Volta e outras iniciativas permitem investigação mais rápida, identificação de suspeitos e recuperação de bens. Além disso, nunca tivemos tanta integração entre as forças de segurança e com as instituições do sistema de justiça, como o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública. Quem ganha com isso é a população”, finalizou.