A Polícia Civil do Piauí (PCPI) realizou, nesta quarta-feira (11), uma nova ação no município de São João do Arraial como parte das atividades do programa Pacto Pela Ordem. A iniciativa tem como objetivo combater manifestações relacionadas à atuação de facções criminosas na região.
Durante a operação, as equipes atuaram na identificação e remoção de pichações que fazem referência a organizações criminosas. De acordo com as autoridades, esse tipo de inscrição é frequentemente utilizado por facções para marcar território, intimidar moradores e tentar demonstrar domínio sobre determinadas áreas.
Segundo a polícia, a ação também está ligada a investigações recentes que resultaram na prisão de suspeitos com ligação a facções criminosas. O delegado Ayslan Magalhães explicou que o trabalho busca responsabilizar os autores e impedir que a prática continue ocorrendo.
“Essa ação decorre diretamente de uma investigação que culminou na prisão de dois indivíduos ligados ao PCC na semana passada. Essa ação é para responsabilizar e coibir essa prática de pichações relacionadas à alusão de práticas e facções criminosas. Aquele que pratica esse tipo de conduta responde por dois crimes: organização criminosa e pelo crime ambiental de pichação. Somando as duas penas, pode resultar numa prisão de até 9 anos”, disse o delegado Ayslan Magalhães.
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que continuará intensificando o enfrentamento a esse tipo de prática criminosa e reforçou que não permitirá que esse tipo de conduta seja normalizado nas cidades do estado.
As autoridades também destacam que a participação da população é fundamental para o avanço das investigações. Informações sobre os autores das pichações ou sobre qualquer atividade relacionada a facções criminosas podem ser repassadas de forma anônima aos órgãos de segurança.
De acordo com a polícia, pessoas que praticarem esse tipo de conduta poderão responder tanto pelo crime de pichação quanto por eventual vínculo com organização criminosa, podendo as penas chegar a até nove anos de prisão.