Atualizado às 08:53
A Polícia Civil do Piauí deflagrou, nesta terça-feira (30), a 8ª etapa de uma operação contra uma organização criminosa em Pedro II, no Piauí, ligada a uma cúpula instalada na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro. Foram cumpridos mandados nestes dois estados e também no Ceará.
De acordo com as informações repassadas pela polícia, foram cumpridos 68 mandados judiciais, incluindo mandados de prisão. Entre os presos nesta etapa está um investigado por ser um dos principais responsáveis por prestar apoio à uma fuga da Penitenciária Federal de Mossoró, que aconteceu ainda em 2024.
Divulgação
O foco desta fase da operação foi o núcleo financeiro da organização, que é responsável por lavar dinheiro e ocultar recursos obtidos por meio do tráfico de drogas e também por extorsões. Foi determinado pela Justiça o bloqueio de R$ 50 milhões em bens e valores dos investigados.
“Essa é uma investigação construída com muito trabalho de inteligência e integração entre as forças de segurança. Nesta fase, atingimos diretamente o núcleo financeiro da organização criminosa, bloqueando recursos que alimentavam o tráfico de drogas e outros delitos. Nosso objetivo é sufocar a capacidade financeira da organização, responsabilizar todos os envolvidos e impedir que o dinheiro do crime continue sendo utilizado para fortalecer essa estrutura criminosa”, pontuou o delegado Charles Pessoa.
Estrutura da organização
A polícia mapeou a estrutura da organização criminosa, explicando a função de alguns membros do grupo.
- "Carioca ou Canindé": líder da organização e responsável por coordenar ações a partir do Rio de Janeiro;
- "A. I. N. S.": chefia da organização em Pedro II e responsável pelo comando do tráfico de drogas na cidade;
- "Tapioca": uma das lideranças da organização atuante em Pedro II
- "Negão": executor da organização
Fases anteriores
Em outras fases da operação, a polícia cumpriu mais de 42 mandados de prisão e elucidou 13 homicídios atribuídos à organização, entre eles as mortes de Giovanna Maria de Oliveira, de 14 anos, e Danilo Soares, que foi encontrado em uma cova rasa. Ambos os casos aconteceram em Pedro II no contexto do tribunal do crime.
Em depoimento, o executor da organização confessou a prática de seis homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio, crimes cometidos mediante pagamento em drogas, aluguéis e mantimentos.
As investigações da operação foram iniciadas ainda em 2024.