A vereadora Francinalva Coelho de Melo (PDT), mais conhecida como Nalvinha Melo, foi presa pela Polícia Federal, após realizar o saque de R$ 500 mil em uma agência bancária na cidade de Piripiri, ao Norte do Piauí, nessa quarta-feira (24).
A investigação apontou movimentações atípicas e a incompatibilidade financeira da vereadora, além de vínculos com empresas receptoras de vultuosos recursos públicos, que apontam para a suspeita de que o saque visava a ocultação e dissimulação de origem ilícita dos valores. A TV Antena 10 e o A10+ apuraram que ela foi interceptada pela equipe no momento em que deixava a agência com o dinheiro na mochila.
"A ação foi motivada por informações que apontavam movimentações financeiras suspeitas, incompatíveis com a capacidade econômica declarada da investigada, bem como por indícios de que as operações realizadas por empresas a ela vinculadas estariam relacionadas a contratos celebrados com a Administração Pública. As investigações apontam indícios de lavagem de dinheiro", afirmou a PF.
A reportagem obteve acesso ao depoimento prestado por Nalvinha onde ela afirmou que, além de ser vereadora, administra uma imobiliária e tem uma sociedade com o esposo em uma loja de matéria de construção.
O Relatório de Inteligência Financeira do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) destacou movimentações atípicas relacionadas à vereadora, entre anos 2025 e 2026, totalizando a quantia de R$ 2,8 milhões.
Ao ser questionada sobre a origem do valor e se tinha relação com a atividade privada ou pública, ela manifestou o direito de falar apenas em juízo. Ela afirmou também que o montante seria para a compra de um imóvel.
Foram apreendidos valores em dinheiro, comprovantes bancários e um aparelho celular. Nalvinha foi conduzida para a sede da Polícia Federal, em Parnaíba, para as devidas providências sobre o caso. As diligências prosseguem para apurar a eventual participação de outras pessoas físicas e jurídicas.