Após veto histórico, Rafael Fonteles defende que governo mude articulação no Senado e reapresente o nome de Messias ao STF

Desde 1894, ainda durante o governo do marechal Floriano Peixoto, o Senado não barrava a indicação de um presidente da República para a Corte

O governador do Piauí, Rafael Fonteles, comentou neste sábado (02) a votação realizada no Senado Federal que barrou o nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Esta foi a primeira vez que uma indicação ao STF foi rejeitada em 132 anos. Antes desse período, apenas cinco indicações feitas pelo então presidente da República foram derrubadas pelos senadores. Todas as rejeições ocorreram em 1894, no governo do marechal Floriano Peixoto. 

Em sua análise, Fonteles destacou duas conclusões principais a partir do resultado. A primeira, segundo ele, é de que Jorge Messias demonstrou reunir “de forma brilhante” todos os requisitos necessários para assumir uma cadeira na Suprema Corte.

Após veto histórico, Rafael Fonteles defende que governo mude articulação no Senado e reapresente o nome de Messias ao STF Reprodução
 
 
 

A segunda avaliação do governador aponta para a necessidade de aprimoramento na articulação política do governo federal junto ao Senado. Para Fonteles, a votação evidenciou uma “insatisfação velada” por parte de alguns parlamentares que, em tese, integram a base aliada.

O chefe do Executivo piauiense defendeu que o diálogo político seja fortalecido para viabilizar uma nova apreciação do nome de Messias. Ele também ressaltou a importância da indicação para a representatividade regional.

“Torcemos para que essa articulação seja aperfeiçoada e o nome do Ministro Jorge Messias seja reapresentado, para que o Nordeste não seja prejudicado e o Brasil não perca um Ministro do STF de altíssima qualidade, sério, sereno, competente, humano e justo”, escreveu. 

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a composição do STF e a relação entre o governo federal e o Congresso Nacional.