O Hospital de Urgência de Teresina (HUT) alcançou uma redução de 82% no número de cancelamentos de cirurgias eletivas após a implantação de novas ferramentas de gestão no centro cirúrgico. O resultado tornou-se case de sucesso dentro do Projeto Lean – iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, voltada à reorganização de processos de trabalho e ao aumento da eficiência na gestão de hospitais públicos.
Em reconhecimento aos resultados sustentáveis alcançados, o HUT foi convidado a apresentar sua experiência no Fórum de Encerramento do Projeto Lean – Transformação nos Hospitais, realizado nesta sexta-feira (27), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
A gerente de Enfermagem do Centro Cirúrgico, Jalyne Alcântara, apresentou as estratégias adotadas pela unidade para reduzir os cancelamentos de cirurgias eletivas de 12% em novembro de 2024 para 2,1% em janeiro de 2025. Entre as ações implementadas estão: auditoria diária dos cancelamentos, confirmação prévia dos pacientes no mapa cirúrgico, avaliação pré-anestésica antecipada, padronização de fluxos e melhoria da comunicação entre as equipes. Segundo Jalyne, o monitoramento contínuo e o envolvimento multiprofissional foram fundamentais para alcançar os resultados.
Para Breno Dantas, consultor do Hospital Sírio-Libanês, o engajamento e a dedicação da equipe do HUT foram determinantes para os excelentes índices alcançados. De acordo com ele, o hospital está entre os mais bem avaliados participantes do Projeto Lean.
A diretora-geral do HUT, Aranucha Brito, destacou que o convite para apresentar os resultados em um fórum nacional reforça o compromisso da instituição com um atendimento mais ágil, humano e seguro. Ela ressaltou ainda que os avanços são fruto da dedicação dos servidores e da qualificação técnica dos profissionais da unidade.
O HUT é o único hospital do Piauí que concluiu a fase II de consultoria do Projeto Lean – Transformação nos Hospitais. Além da redução no cancelamento de cirurgias, a unidade também registrou redução de 16% no tempo médio de permanência hospitalar e 9% no tempo de atendimento de pacientes sem necessidade de internação além de queda de 33,3% na superlotação, com maior agilidade nos fluxos assistenciais.