A partir de 31 de agosto, pais, mães, responsáveis legais e cuidadores de crianças e adolescentes com deficiência, Transtorno do Espectro Autista (TEA), transtornos do neurodesenvolvimento e doenças raras poderão ter acesso a consultas psicológicas remotas.
Os atendimentos serão ofertados por meio do Programa de Apoio Psicológico Digital, instituído pela lei estadual nº 8.827/2025 e que tem como finalidade ampliar o acesso ao atendimento psicológico para pessoas que exercem atividades de cuidado continuado, inclusive em municípios onde há limitações de oferta ou necessidade de deslocamento para atendimento.
Para utilizar o serviço, o responsável ou cuidador deverá realizar cadastro na Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu município e apresentar laudo médico da criança ou adolescente com indicação da condição ou diagnóstico, documento oficial de identificação com foto e comprovante de vínculo legal, como certidão de nascimento, termo de guarda ou documento equivalente.
Após a validação do cadastro, o usuário receberá acesso ao aplicativo móvel do Piauí Saúde Digital, por meio do qual poderá realizar o agendamento e participar das consultas de forma remota, pelo celular ou computador.
O atendimento pelo programa não estabelece prioridade ou alteração na ordem de atendimento da rede pública de saúde. Os demais serviços especializados permanecem condicionados à avaliação médica e aos encaminhamentos previstos nos fluxos do Sistema Único de Saúde (SUS).
Os profissionais responsáveis pela operação do programa nas salas municipais receberão capacitação para a execução dos procedimentos de atendimento e acolhimento.