A UPA Satélite conseguiu reduzir em 59,7% o tempo de permanência dos pacientes de baixa complexidade classificados como verde. O resultado supera a meta inicial de redução de 30% e foi alcançado a partir de uma série de intervenções implementadas pela equipe. As ações fazem parte de um projeto desenvolvido por gestores da Fundação Municipal de Saúde (FMS) que estão participando de uma pós-graduação em Gestão e Excelência Operacional na Área da Saúde, do renomado Hospital Israelita Albert Einstein.
A formação foi viabilizada pela Presidência da FMS, como parte da iniciativa de qualificação dos gestores e do aprimoramento dos processos de gestão e assistência na rede municipal de saúde. Participam da pós-graduação: Gina Nogueira, diretora de Assistência Hospitalar da FMS; Eronice Ribeiro, gerente hospitalar da FMS; Karoline Alencar, diretora de Recursos Humanos da FMS; Victor Alencar, médico, ex-diretor clínico da UPA Satélite e atual diretor clínico do Hospital do Dirceu; e Francina Amorim, diretora-geral da UPA Satélite.
Segundo Francina Amorim, o trabalho envolveu diferentes setores da unidade e teve como foco aperfeiçoar o atendimento. “Envolvemos todos os funcionários da UPA, desde os núcleos e a equipe de limpeza até a assistência. Passamos a monitorar a jornada do paciente dentro da unidade, observando todos os pontos por onde ele passa. Dessa forma, conseguimos identificar os gargalos e trabalhar para tornar o atendimento mais ágil e resolutivo”, explica a diretora-geral.
Entre as principais medidas adotadas na UPA está a implantação do Fast Track, consultório destinado ao atendimento de pacientes classificados como verde e azul, ou seja, casos pouco urgentes e não urgentes. O espaço conta ainda com uma sala de medicação integrada. Com o novo fluxo, após realizar o cadastro e passar pela classificação de risco, os pacientes com quadros leves são encaminhados ao Fast Track. No local, o médico realiza a avaliação, prescreve a medicação, quando necessária, e orienta o paciente sobre os cuidados de saúde.
Outra intervenção foi a criação de um protocolo de reavaliação médica, no qual o profissional que realizou o atendimento inicial otimiza o tempo para reavaliar o paciente. Na prática, a medida diminui o tempo de permanência, reduz a lotação dos leitos de observação e proporciona maior resolutividade ao atendimento. Também foi realizado um treinamento com a equipe da recepção, com o objetivo de agilizar o fluxo de entrada e o atendimento inicial.
A UPA também implantou o Kanban, método visual de monitoramento dos pacientes em observação. A ferramenta permite acompanhar, de forma organizada, o tempo de permanência de cada paciente, as principais pendências clínicas, as condutas que precisam ser adotadas e as etapas necessárias para a conclusão do atendimento. “Isso melhora o acompanhamento dos casos, facilita a tomada de decisão da equipe e aumenta a eficiência do processo”, destaca Francina.
A equipe gestora assumiu o compromisso de dar continuidade às ações e replicar as estratégias nas outras duas UPAs de Teresina, ampliando os resultados obtidos com a melhoria dos fluxos e processos de atendimento.