Teresina registra um caso de dengue tipo 3 e intensifica ações de prevenção

A médica Amariles Borba ressalta que pacientes diagnosticados com dengue devem manter-se bem hidratados

O mosquito Aedes aegypti se reproduz em água parada e é responsável pela transmissão da dengue, doença que, em 2024, causou mais mortes do que a Covid-19. Recentemente, foi registrado em Teresina 1 caso de dengue tipo 3, vírus que não circulava no Brasil desde 2008 e que pode provocar formas graves da doença. Diante desse cenário, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) intensifica ações preventivas e monitora os dados epidemiológicos.

Segundo o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Teresina (CIEVS), entre 1º de janeiro e 23 de março de 2026, foram confirmados 558 casos de dengue no município. Em comparação ao mesmo período de 2025, quando houve 594 registros, observa-se uma redução de 6,1%. Apesar da queda, os cuidados preventivos continuam indispensáveis.

  
Teresina registra um caso de dengue tipo 3 e intensifica ações de prevenção
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De acordo com Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS, a Fundação tem ampliado as ações de educação sobre a dengue. Ele reforça a importância da colaboração da população, que deve realizar inspeções semanais em suas casas para eliminar possíveis criadouros do mosquito, especialmente neste período chuvoso. “Além disso, equipes da Gerência de Zoonoses inspecionam residências para identificar focos de água parada. Mas contamos com o apoio de todos para evitar a proliferação do mosquito. Esta é uma luta pela vida e pela saúde”, destacou.

A médica Amariles Borba ressalta que pacientes diagnosticados com dengue devem manter-se bem hidratados. “Recomendamos que a urina seja clara como a água ingerida ao longo do dia, pois isso indica boa hidratação. Esse alerta tem sido reforçado junto aos profissionais de saúde, conforme orientações do Ministério da Saúde”, explicou.

Ela lembra que existem quatro tipos de vírus da dengue, e qualquer um deles pode evoluir para a forma hemorrágica, que é grave e pode levar à morte. “Quem contrai o tipo 1, por exemplo, adquire imunidade apenas contra esse subtipo, mas continua suscetível ao tipo 2, 3 e 4. Estudos mostram que há maior risco de formas severas em infecções posteriores, sendo os tipos 2 e 3 frequentemente associados a quadros mais graves. O tratamento atual é apenas de suporte aos sintomas, por isso precisamos unir esforços para evitar a proliferação do mosquito”, alertou.

Vacina contra dengue segue disponível

Quanto às vacinas contra dengue, a FMS informa que a versão aplicada em duas doses está disponível para crianças de 10 a 14 anos nas Unidades Básicas de Saúde e no Teresina Shopping. Já a vacina mais recente, de dose única, está sendo ofertada exclusivamente a profissionais de saúde.