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Médicos, empresários e colecionadores de armas estão entre os investigados da Operação Desarme, deflagrada nesta quarta-feira (18) no Piauí. As investigações têm como objetivo apurar a posse ilegal de arma de fogo por pessoas cujos certificados de registros estão vencidos ou cancelados. Segundo a Polícia Civil do Piauí (PC-PI), mesmo com restrição, alvos continuam em posse dos armamentos. Mais de 40 armas foram apreendidas e 64 mandados cumpridos em Teresina.
"Grande parte do armamento estava com o registro caçado e algumas estava sem registro. São pessoas que embora não sejam alvos sensíveis, mas que demandava um certo monitoramento, porque enfim essas armas poderiam cair na nas mãos erradas", disse o delegado Mateus Zanatta.

Entre as armas havia uma inspirada em uma metralhadora tcheca amplamente utilizada na Segunda Guerra Mundial. A polícia temia que esse armamento chegasse à posse de criminosos.
"[A metralhadora] foi produzida pelo exército britânico e é de grande potencial de fogo. Ela, tanto pode ser usada como metralhadora ligeira, como fuzil automático. Então veja a capacidade do que tínhamos aqui na capital piauiense por pessoas que se diziam colecionadores, mas que poderiam ser usadas em assalto, roubo e que poderia ser usada contra as forças de segurança causando um grande prejuízo à população piauiense", declarou o Comandante-Geral da Polícia Militar do Piauí, Coronel Scheiwann Lopes.

A operação acontece em nível nacional em consonância com a política da “Operação Desarme” da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (RENOE) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça.
Entre as principais causas identificadas para o cancelamento dos registros, destacam-se, em sua maioria, a perda do requisito de idoneidade, e em outros casos a inércia na renovação do Certificado de Registro, circunstâncias que tornam irregular a posse das armas vinculadas aos respectivos acervos.
Fonte: Portal A10+