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JUSTIÇA

Justiça solta dona de clínica presa por suspeita de venda de canetas emagrecedoras irregulares em Teresina

Com a soltura, foram estabelecidas medidas cautelares e ela também está proibida de frequentar a clínica


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A Justiça do Piauí determinou, após audiência de custódia, a soltura de Poliana Nascimento Barbosa, que foi presa por suspeita de vender canetas emagrecedoras irregulares em uma clínica de Teresina.

Ao juiz Ermano Chaves Portela Martins, a mulher afirmou que faz uso de medicação controlada. O magistrado entendeu pela concessão de liberdade e estabeleceu medidas cautelares e protetivas.

 

Justiça manda soltar dona de clínica presa por suspeita de venda de canetas emagrecedoras irregulares em Teresina
Reprodução

   

Fora da cadeia, Poliana deverá comparecer, de forma bimestral, em juízo para prestar informações sobre atividades e ela está também proibida de Clínica Poliana Barbosa, na zona Leste da capital, pelo prazo de 60 dias.

O descumprimento das medidas cautelares determinadas pode impactar na decretação da prisão preventiva da autuada.

A investigação

Poliana é proprietária de uma clínica de saúde e estética e foi levada à Central de Flagrantes na terça-feira (04) após o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência.

Segundo o delegado, a investigação foi iniciada após diversas denúncias apontarem que a mulher estaria vendendo medicamentos emagrecedores de forma irregular. Com o avanço das apurações e o compartilhamento de informações entre os setores de inteligência, a Polícia Civil reuniu indícios suficientes para solicitar a medida judicial.


"Várias denúncias estavam chegando ao nosso canal e davam conta de que essa investigada estava fazendo a comercialização de canetas, remédios emagrecedores. Nós fizemos os levantamentos, trocamos informações com as inteligências e verificamos indícios de que realmente ela fazia esse tipo de crime. Então, hoje nós demos cumprimento à busca e apreensão na sua residência, que fica perto da Avenida Kennedy, e, durante a busca, nós conseguimos encontrar ampolas, injeções, vários isopores, que davam conta de que realmente ela fazia a comercialização desse tipo de produto", disse o delegado Matheus Zanatta.

Ainda conforme o delegado, as investigações apontam que a suspeita utilizava a clínica onde atua para comercializar os produtos. Ele ressaltou, no entanto, que essa informação ainda será aprofundada durante a continuidade das investigações. Zanatta também destacou que a mulher foi autuada em flagrante pelo crime contra a saúde pública e alertou para os riscos à população, já que os produtos não possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.

"Ela é acadêmica da área da saúde e tem uma clínica de saúde e beleza aqui na cidade de Teresina. Tudo indica que ela usava essa clínica para fazer a comercialização. Quando eu falo que tudo indica é porque nós agora vamos aprofundar as investigações. Logo após as buscas, ela foi conduzida aqui para a Secretaria e está sendo autuada em flagrante pelo crime contra a saúde pública. Um crime que, inclusive, tem uma pena alta de 10 a 15 anos e é um crime hediondo. Essas canetas não são autorizadas para comercialização aqui no Brasil. Elas não têm autorização da Anvisa, então podem causar algum malefício à saúde. Por isso, nós pedimos para as pessoas tomarem cuidado", explicou Zanatta.

Questionado sobre há quanto tempo a investigada estaria atuando na comercialização das canetas emagrecedoras, o delegado afirmou que a investigação mostrará há quanto tempo a mulher estaria atuando na comercialização das canetas emagrecedoras. A Polícia Civil pretende analisar aparelhos celulares apreendidos e verificar se outras pessoas participavam do esquema, além de rastrear a origem dos produtos.


"Nós temos que dar uma verificada durante o decorrer da investigação para ver se ela utilizava terceiras pessoas nessa comercialização. Já foi feita uma outra operação com o mesmo objeto de investigação, recentemente, na cidade de São Raimundo Nonato, se não me engano, umas duas, três semanas atrás. Nós estamos trocando informações com as forças de segurança e também com outros órgãos para tentar descobrir a origem dessas canetas, onde essas pessoas estão comprando esse tipo de produto", finalizou.

Mandado de prisão contra namorado 

O A10+ apurou que as equipes policiais foram ao endereço para cumprir um mandado de prisão contra o namorado da proprietária da clínica. No entanto, durante a ação, os agentes encontraram as canetas emagrecedoras, o que motivou a continuidade das diligências. Em vídeo divulgado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), a suspeita afirmou que não mantém contato com o homem há cerca de três meses.

Segundo apurado pela reportagem, o alvo do mandado responde por roubo de veículos. Por esse motivo, a operação contou com equipes fortemente armadas, diante da avaliação de risco para o cumprimento da ordem judicial.

Fonte: Portal A10+


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