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Atualizada às 13h
Novas vítimas procuraram a polícia após a divulgação da prisão de Ricardo de Araújo Sobrinho, dono da oficina Refricar, suspeito de se apropriar de veículos de clientes e repassá-los a agiotas, em Teresina. O homem foi preso na segunda-feira (02) e é investigado por estelionato. Ele chegou a ser intimado diversas vezes para prestar esclarecimento, mas ignorou, segundo o chefe de investigação Humberto Pereira.
De acordo com a Polícia Civil do Piauí, outras pessoas compareceram ao 2º Distrito Policial para registrar boletim de ocorrência. Até então, três vítimas já haviam formalizado denúncia, entre elas um advogado e um oficial de Justiça. Com a divulgação do caso, novas vítimas relataram situações semelhantes. Entre elas, um comerciante que entregou uma picape e uma Fiat Strada; um homem que deixou um HB20 e uma Amarok; além de uma mulher que também afirma ter tido o veículo desviado pelo suspeito.

As investigações começaram após um oficial de Justiça procurar a delegacia. Ela relatou ter deixado uma caminhonete para conserto do ar-condicionado e pago R$ 3 mil pelo serviço, mas nunca recebeu o veículo de volta.
O chefe de investigação, Humberto Pereira, afirmou que o suspeito já vinha sendo alvo de denúncias desde 2025: “Ele se apropriou de uma Hilux pertencente a um oficial de Justiça, cobrou 50% de entrada e desapareceu com o carro. No mesmo ano, fez o mesmo com o veículo de uma advogada. Foram expedidas intimações, mas ele não compareceu. Diante disso, o delegado representou pela prisão preventiva, que foi deferida pela Justiça”, explicou à TV Antena 10.
Segundo o delegado Josimar Brito, titular do 2º DP, o suspeito recebia os veículos para conserto, cobrava 50% de entrada ou até mesmo o valor integral do serviço e, em seguida, desaparecia com os automóveis. Os carros não eram devolvidos aos proprietários e ainda não foram localizados.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar todas as vítimas e tentar recuperar os automóveis. A orientação é que outras pessoas que tenham sido lesadas procurem o 2º Distrito Policial para formalizar denúncia.
Fonte: Portal A10+