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A Polícia Civil do Piauí (PCPI) prendeu, nesta segunda-feira (27), um professor de 47 anos, responsável por uma escolinha de futebol na zona Sudeste de Teresina. Ele é investigado pelo crime de favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de adolescente. A vítima é um aluno de 14 anos. De acordo com a investigação, o professor teria se aproveitado da vulnerabilidade do adolescente e da dificuldade financeira enfrentada por ele para oferecer o custeio de uma viagem destinada à participação em um campeonato de futebol. Em troca, teria exigido favores sexuais.
Conforme a Polícia Civil, os fatos teriam ocorrido em janeiro deste ano, mas só foram denunciados pela vítima em junho. A partir do relato do adolescente, a investigação foi instaurada e reuniu elementos que embasaram o pedido de prisão temporária do investigado, cumprido nesta segunda-feira, na zona Sudeste da capital.

"A investigação iniciou com a denúncia da própria vítima. Ela teria relatado agora em junho que os fatos teriam acontecido em janeiro, que iria acontecer uma viagem para a participação de um campeonato de futebol, em que esse adolescente estava sem recursos financeiros para custear essa viagem. E aí o professor se ofereceu para custear em troca de favores sexuais. Segundo o relato da vítima, que só tem 14 anos, ela relatou que teria acontecido uma tentativa inicialmente, que não teria dado certo, mas em seguida o ato veio a se consumar, a questão dos favores sexuais. E estamos enquadrando o crime como favorecimento da prostituição ou exploração sexual de adolescente entre 14 e 18 anos", explicou o delegado Hugo Alcântara à TV Antena 10.
Segundo o delegado, o investigado teria utilizado o sonho do adolescente de se tornar atleta e o desejo de disputar a competição como forma de facilitar a exploração sexual. Hugo Alcântara destacou ainda que o suspeito permaneceu em silêncio durante o interrogatório e afirmou que a investigação busca identificar se há outras possíveis vítimas.
"O indivíduo se valeu da vulnerabilidade do adolescente, desse sonho de ser atleta, da vontade de participar da competição e corrompeu o consentimento da vítima, facilitando a exploração sexual. Ao ser interrogado pela autoridade policial, ele exerceu o direito ao silêncio. É muito comum, nesse caso, que haja outras vítimas. Mas até o momento só temos uma vítima identificada. Ela não informou ter conhecimento de outras vítimas também. Mas um dos motivos da solicitação da prisão temporária é porque realmente é muito comum, nesse tipo de caso, envolvendo professores e alunos, que esse ato de exploração sexual tenha acontecido com outras vítimas. E acaba sendo um fator determinante à prisão para a continuação das investigações e conseguir se chegar a eventuais outras vítimas, caso existam, ou também conseguir possibilitar a obtenção de testemunhas e que seus depoimentos sejam mais idôneos", disse o delegado.
Durante o cumprimento da prisão, os policiais apreenderam o telefone celular do investigado. O aparelho será encaminhado para perícia, onde passará por extração de dados para verificar a existência de outras possíveis vítimas e de eventual conteúdo relacionado à exploração sexual de crianças e adolescentes.
"O celular do investigado foi apreendido, vai ser enviado para a polícia criminal para possibilidade de extração, para ver também a possibilidade de outras vítimas, saber se há conteúdo pornográfico infantil também. Enfim, a diligência está no início. O relato da vítima é muito fidedigno, ele dá muitos detalhes corroborando", contou.
O caso é investigado como favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, envolvendo vítima maior de 14 e menor de 18 anos.
Fonte: Portal A10+