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A Polícia Civil do Piauí segue investigando uma série de furtos qualificados registrados em Teresina, envolvendo uma mulher de 34 anos, identificada pelas iniciais K.R. de F.F., que prestava serviços de massagem às vítimas. Ao A10+ e à TV Antena 10 o delegado Marcelo Leal, deu mais detalhes sobre o caso.
De acordo com o delegado, a suspeita se aproveitava da relação de confiança e do acesso às residências para subtrair objetos de valor. As investigações começaram após vítimas perceberem o desaparecimento de itens pessoais, principalmente joias de ouro e prata, além de cosméticos e perfumes importados. “Algumas vítimas relataram que objetos haviam sumido, incluindo peças de alto valor agregado. Então, foi iniciada a investigação pela Delegacia e na volta de hoje foram concretizados alguns mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão tanto de cosméticos, quanto de perfumes e peças de prata e de ouro também”, explicou.
Na manhã desta quinta-feira (30), a Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, por meio da 7ª Seccional – Divisão 1. Durante a operação, foram apreendidos diversos objetos, como perfumes, cosméticos e peças metálicas de aparência dourada e prateada, que agora passarão por identificação. As diligências também foram realizadas em dois estabelecimentos comerciais no Centro de Teresina, especializados na compra de ouro. Segundo a polícia, esses locais podem ter recebido itens furtados pela investigada.
O delegado destacou que os crimes ocorreram ao longo de vários meses e tinham um padrão em comum, as vítimas eram atendidas pela suspeita em suas próprias residências, muitas delas situadas em condomínios da capital. “O que há de comum é que são pessoas que tinham contato frequente com essa profissional”, afirmou.
Ainda conforme Leal, uma das vítimas teve prejuízo estimado em cerca de R$ 50 mil, mas o valor total pode ser ainda maior. “De uma das vítimas, há uma estimativa de algo em torno de 50 mil reais. Peças de ouro, cosméticos, perfumes, mas o prejuízo certamente é maior, porque a gente está falando de uma das vítimas”, pontuou.

A suspeita não teve mandado de prisão decretado até o momento e segue sendo investigada. A Polícia Civil agora busca identificar outras possíveis vítimas e pede que pessoas que reconheçam objetos apreendidos procurem a delegacia, mesmo que não possuam notas fiscais.
“Nosso intuito agora é pedir que a população, aquelas que têm sido alvo dessa pessoa, se dirija até a Delegacia de Polícia, a 11ª Delegacia, a fim de que possam comprovar a propriedade de alguma das peças que a gente vai repassar para a imprensa e ser ressarcida […] Fotos ou registros em redes sociais podem ajudar na comprovação da propriedade e na restituição dos bens”, orientou o delegado.
As investigações continuam para identificar a origem de todos os objetos apreendidos e verificar se há mais envolvidos no esquema.
Fonte: Portal A10+