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José Igor Santos Sousa, mais conhecido como "Lalocura", era um dos alvos da operação deflagrada pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (15), na cidade de Parnaíba, litoral do Piauí. O delegado Ayslan Magalhães, em entrevista à TV Antena 10 e ao A10+, afirmou que ele é apontado como responsável por mais de 100 pichações em residências, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e monumentos históricos no município.

Divulgação
Conforme o delegado, ele também tinha perfis nas redes sociais, que eram utilizados para publicar as pichações e debochar de ações policiais. "A investigação começou agora em fevereiro, a partir de 21 boletins ocorrências registrados referente ao crime de pichação de várias propriedades particulares e também de prédios públicos. A gente fez um levantamento e conseguiu identificar mais de 100 lugares que ele pichou, inclusive, ele se autointitulou como artista e diz que aquela marca realmente é dele. Ele estava na residência e foram apreendido vários sprays, celulares, e esses indivíduos foram também intimados e, possivelmente, vão responder tanto pelo crime de pichação quanto pelo crime de associação criminosa", afirmou o delegado.
Os demais alvos da ação foram apontados pelas iniciais N.D.N.S. e L.A.A. Conforme as investigações, os suspeitos utilizavam assinaturas gráficas semelhantes em pichações registradas em diferentes regiões da cidade, o que permitiu o cruzamento de informações entre boletins de ocorrência, imagens coletadas durante diligências e materiais analisados pelas equipes de inteligência.

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Entre os locais atingidos estão o monumento Maria-Fumaça, o Obelisco da Praça Santo Antônio, o Espaço da Cidadania, estruturas da Beira Rio, o Hospital Marques Basto e prédios históricos localizados na região central do município.
"Ele admitiu que realmente era ele e disse que não vai mais praticar esse ato. Então, ele foi advertido da conduta dele criminosa, inclusive ele incide tanto na pichação simples quanto na pichação qualificada, que é quando há pichação de monumentos tombados, como foi o caso ali da Maria-Fumaça, do prédio da UFDPar e outros monumentos tombados no centro de Parnaíba", afirmou o delegado.
Durante a operação, as equipes apreenderam materiais utilizados nas pichações, aparelhos eletrônicos e outros objetos que possam contribuir para o avanço das investigações.
“Foi uma investigação minuciosa, baseada em levantamentos de campo, análise de vídeos, boletins de ocorrência e monitoramento de redes sociais. Reunimos elementos importantes que apontam para a atuação coordenada dos envolvidos. Nosso objetivo é responsabilizar todos os autores pelos danos causados ao patrimônio público e privado da cidade”, pontuou o delegado.
Fonte: Portal A10+