“Ela me deu à luz mais uma vez”, diz filha que, após 1 ano de espera, recebeu rim da mãe no Piauí - Geral
ATO DE AMOR

“Ela me deu à luz mais uma vez”, diz filha que, após 1 ano de espera, recebeu rim da mãe no Piauí

Léia Silva foi diagnosticada como Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) e ficou na espera pelo órgão


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Tomar a decisão para realizar uma doação de órgãos não é uma tarefa fácil, mas a Antônia Sousa Silveira não pensou duas vezes quando soube que podia doar um rim para salvar a filha Léia Silva que foi diagnosticada com Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) em Teresina. 

Léia relatou que descobriu a doença após a sua gestação, como ela não sabia que tinha problema renal, não realizava nenhum tratamento. Após a gravidez, a doença se manifestou e atacou seu sistema renal, o que causou a perda total do órgão.

  

Léia Silva foi diagnosticada como Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) e ficou na espera por um rim por um ano e seis meses Reprodução

   

 “A princípio eu não tinha problema renal, descobri após a gravidez. Como eu não sabia que tinha a doença, eu não a tratava. Foi quando o lúpus entrou em atividade e atacou meus rins, após biópsia fui diagnosticada com Nefrite Lúpica. O grau de acometimento da doença foi muito agressivo, o que causou a perda total da minha função renal”, explicou. 

Após a perda do órgão iniciou a busca para encontrar um doador, nesse período ela realizou hemodiálise. Ela esperou um ano e seis meses. O pai de Léia era a primeira opção de doador, como os exames mostraram que ele não era compatível, a mãe dela Antônia Sousa Silveira se prontificou para ser a doadora. Para ela, receber o órgão da mãe representou um renascimento e uma demonstração de amor. 

“Meu pai era a primeira opção, mas não somos compatíveis no tipo sanguíneo. Minha mãe logo se prontificou, fez todos os exames e tudo deu certo. Receber o rim da minha mãe significa que eu renasci dela novamente, ela me deu à luz mais uma vez, ela com seu amor genuíno disse sim para aumentar meus dias de vida. Doar um rim é doar vida, um ato de amor e generosidade. Eterna gratidão por essa atitude nobre que nos entrelaçou ainda mais”, destacou. 

O transplante de rim foi realizado no Hospital Unimed Primavera (HUP), que é o único hospital privado do Piauí que realiza transplante renal intervivos. O nefrologista e cooperado da Unimed Teresina, Dr. Avelar Alves da Silva (CRM PI 218), explicou que o HUP realizada transplantes renais há cinco anos e, nesse tempo, realizou 34 transplantes. 

“Em Teresina existia uma carência muito grande em relação à questão dos transplantes renais, só havia um hospital público em Teresina que realizava esse tipo de procedimento. Nós resolvemos criar esse programa no Hospital Unimed Primavera, com todo o apoio da diretoria, e nós já estamos há cinco anos com esse programa. Já realizamos 34 transplantes, todos com 100% de sucesso nesse tipo de procedimento. Todos os transplantes foram doadores intervivos, que é uma particularidade do hospital, apesar de que nós também estamos autorizados para realizar transplantes de doador falecido”, finalizou o nefrologista.

Fonte: Portal A10+


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