Piauí detém a maior proporção de moradores do país que não tem banheiro em casa, diz IBGE - Geral
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Piauí detém a maior proporção de moradores do país que não tem banheiro em casa, diz IBGE

A cidade de Várzea Branca destacou-se com o maior indicador de moradores sem acesso a banheiro


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O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, em 2022, cerca de 94,97% dos domicílios do Piauí possuía banheiro, sanitário ou buraco para dejeções no domicílio. Apesar desse indicador, cerca de 5% da população do estado não possuía banheiro ou sanitário no domicílio, o maior indicador do país, afetando a vida de cerca de 164 mil piauienses. 

Na sequência do Piauí, os estados que mais registraram ausência de banheiro no domicílio foram: Acre (3,82%), Maranhão (3,80%), e Roraima (3,72%). Para o Brasil, esse indicador era de 0,59%, praticamente um décimo do registrado pelo estado do Piauí, afetando a vida de cerca de 1,2 milhão de brasileiros. Merece ser destacada a grande redução no indicador de não acesso a banheiro no Piauí, já que em 2010 esse indicador chegou a 21% dos habitantes do estado, atingindo cerca de 652 mil pessoas e agora em 2022 atingiu 5% da população, uma queda de 16 pontos percentuais, que traduziu-se no aumento de 488 mil moradores no estado que passaram a ter acesso a melhores condições sanitárias, com a existência de banheiro na sua residência.

  

Piauí detém a maior proporção de moradores do país que não tem banheiro em casa, diz IBGE Agência Brasil

   

Dentre os municípios piauienses, Várzea Branca destacou-se com o maior indicador de moradores sem acesso a banheiro, sanitário ou buraco para dejeções no domicílio, onde cerca de 37,62% de seus moradores enfrentavam essa situação. Na sequência vinham os municípios de Nossa Senhora dos Remédios, com 35,75%; e Campo Largo do Piauí, com 33,48%. Os menores indicadores de ausência de banheiro no domicílio no Piauí ficaram com os municípios de: Teresina (0,35%); Hugo Napoleão (0,29%); Belém do Piauí (0,20%); Ipiranga do Piauí (0,18%); e Dom Expedito Lopes (0,02%).

Algumas unidades da federação chegaram praticamente à universalização do acesso ao banheiro ou sanitário nos domicílios, como o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, onde 99,99% dos moradores têm acesso. Os estados com os menores indicadores são: Maranhão (96,20%), Acre (96,18%) e o Piauí (94,97%). No Piauí, esse indicador era o somatório dos domicílios que tinham banheiro de uso exclusivo do domicílio (92,18%), agregado àqueles que possuíam banheiro de uso comum a mais de um domicílio (0,94%) e também àqueles que possuíam sanitário ou buraco para dejeções, inclusive os localizados no terreno (1,85%).

No Piauí, o município com maior indicador de acesso da população a banheiro ou sanitário nos domicílios foi Dom Expedito Lopes, para 99,98% de seus moradores. Na sequência vinham Ipiranga do Piauí (99,82%), Belém do Piauí (99,80%), Hugo Napoleão (99,71%) e Teresina (99,65%).

Esgotamento sanitário por rede geral quase triplica o número de pessoas atendidas nos últimos 12 anos

Em 2010, no Piauí, o esgotamento sanitário dos domicílios por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede atendia a cerca de 6,65% da população do estado, o equivalente a 206 mil pessoas, e, em 2022, passou a atender a cerca de 18,26%, o equivalente a 595 mil pessoas, crescimento de 174% na proporção de pessoas atendidas no período de 12 anos. Outras formas de esgotamento sanitário dos domicílios registradas no Piauí foram: Fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede geral, que atendia a cerca de 28,21% dos moradores; Fossa rudimentar ou buraco, com 43,98%; Vala, com 1,91%; Rio, lago, córrego ou mar, com 0,43%; outra forma, com 2,19%; e domicílios não tinham banheiro nem sanitário, com 5,03%.

É interessante ressaltar que, além do esgotamento sanitário dos domicílios por rede geral, pluvial ou fossa séptica ligada à rede, no Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) considera-se também como adequado o esgotamento sanitário por “fossa séptica ou fossa filtro não ligada à rede geral”. Assim, no Piauí, o conjunto da população atendida por esgotamento sanitário considerado adequado, tanto pela rede geral como por fossa séptica, atingiu em 2022 cerca de 46,47% da população. No Brasil, esse indicador chegou a 75,7%. 

Merece destaque o crescimento da proporção de moradores de Teresina com acesso a esgotamento sanitário nos domicílios nos últimos 12 anos. No Censo Demográfico realizado em 2010, a proporção de moradores de Teresina com a acesso a esgotamento sanitário era de cerca de 17,90% dos moradores, o equivalente a 145 mil pessoas. No Censo Demográfico realizado em 2022 o indicador saltou para 39%, o equivalente a cerca de 336 mil moradores atendidos com esgotamento sanitário, crescimento de 117% entre aqueles anos. 

Em 2010, no Brasil, o esgotamento sanitário por rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede atendia a 52,82% da população e, em 2022, saltou para 62,51%, um crescimento de 18% na proporção de pessoas atendidas naquele período. Em 2022, entre as unidades da federação, os maiores indicadores de esgotamento sanitário por rede geral foram os de: São Paulo (90,77%), Distrito Federal (84,72%) e Rio de Janeiro (83,78%). Por sua vez, os menores indicadores foram do: Amapá (10,95%), Rondônia (13,29%), Maranhão (16,54%) e Piauí (18,26%).

Fonte: Portal A10+ com informações do IBGE


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